Arquivos

Arquivo da tag: Citações

“Categorias são exclusivas; a leitura não é – ou não deveria ser. Não importa que classificações tenham sido escolhidas, cada biblioteca tiraniza o ato de ler e força o leitor – o leitor curioso, o leitor alerta – a resgatar o livro da categoria a que foi condenado”.(MANGUEL, Alberto. Ordenadores do Universo. In: Uma história da leitura. Companhia das Letras, 1997. p.227)

 

John Waters. Sensualizando. Só. Que. Não.

“We need to make books cool again.
Precisamos fazer com que livros sejam legais de novo.
If you go home with somebody and they don’t have books
Se você vai pra casa com alguém e eles não tem livros
don’t fuck them.”
Não trepe com eles.

- John Waters

[...]

Minha retificação pessoal:

“We need to make reading cool again.
Precisamos fazer com que a leitura seja legal novamente.
If you go home with somebody and they don’t have shelves,
Se você vai pra casa com alguém e eles não tem estantes,
watch out to see if there’s an i-pad, an e-reader or a laptop around.
Procure ver se eles não tem um i-pad, um e-reader ou um laptop por perto.
And then fuck’em.
E aí trepe com eles.
Maybe they gave up all that dust-gathering junk for something lighter and better”.
Talvez eles tenham desistido de toda aquela porcaria juntadora de poeira por algo mais leve e melhor.

-

Bottom line: Livros são legais, mas em última instância mesmo, não passam de objetos. Precisamos parar de dar tanta importância pro recipiente, pro objeto e começar a dar mais importância pro conteúdo, que nem sempre encontra-se em livros, apenas. Alguém pode ser rico o suficiente pra ter uma biblioteca decente em casa sem nunca ter lido um livro direito. Ou a pessoa pode ter livros, lê-los e ainda assim não levá-los pra vida, ter dificuldades de interpretação e absorção de conteúdo. No final das contas, ter livros em casa pode não significar nada, realmente. Namore quem leia, mas não se preocupe tanto com os livros. E não precisa ser antiquado, nem mente fechada. As coisas mudam.

“Antes de dizer há ciência para informação ou não há, o pragmatismo informacional nos convida a explorar quais contribuições científicas podem conduzir o estudo da informação para o solo das relações sociais. [...] A tradição pragmática sobrevive para atentar que uma ciência para a informação, estuda, antes, narrativas, e não necessariamente delimita fenômenos, ou busca naturezas – mesmo sua meta-natureza. [...] Antes, [a CI] pode refletir com suas comunidades de deliberação contextuais sobre os processos sociais que sedimentam representações. Sob um olhar pragmatista, o homem deve ser crítico à idéia de que a informação é bela, deve ser provocado sobre como a informação é construída, deve ser lembrado de que a informação é apenas a esfera de narrativas múltiplas – demarcadamente um fetiche do século XX – e nunca será a única pedra de toque que soluciona as crises da racionalidade.” (p. 125-126)

GRACIOSO, Luciana de Souza; SALDANHA, Gustavo Silva. Ciência da Informação e Filosofia da Linguagem: da pragmática informacional à web pragmática. Araraquara: Junqueira&Marin, 2011. 160 p.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.