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Arquivo da tag: Serviço de Referência

Escrito por Hillé Puonto, Manual prático de bons modos em livrarias é um blog que conheci hoje, através de um amigo no G+. Ri muito já nos três primeiros posts então acho que vou rir mais ainda até terminar de ler tudo. Me parece que a dona do blog aceita textos de terceiros e imagino que situações tão bizarras quanto as que li por lá também devem acontecer em bibliotecas e em setores de referência por aí, então já fica a dica. Livreiros e bibliotecários: pessoas profundamente pacientes e sempre com muito bom humor, de preferência.

Republico descaradamente o post do blog que me ganhou:

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[1001 frases de afrodite para tatuar antes de morrer]

amor compartilhado pela freguesa e livreira j.puccini
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- oi, eu queria um livro de frases.
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(e eu queria paz de espírito. que vida, não?)
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- como assim?
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- quero fazer uma tatuagem de alguma frase e traduzir pro grego, mas eu não sei que frase, quero escolher uma.
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- hã, mas… o que você gosta de ler?
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- ah, eu ODEIO ler.
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(minha querida, você está fazendo isso tão, mas tão errado, que OLHA)
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- então por que você vai tatuar uma frase se não tem contexto? não existe nenhum autor que você goste?
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(livreira já sabia a resposta, mas achou uma boa cutucar a fera com vara curta)
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- ah, acordei com vontade de tatuar uma frase. gosto de mitologia grega. conhece algum livro de frases de mitologia grega?
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(e a vontade de entregar um livro do percy jackson e falar que eram de frases marcantes da mitologia?)
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- (?) desculpa, OIi?
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- ai, moça, adoro a afrodite… me fala alguma frase importante que ela tenha dito.
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(HAHAHAHAHAHA)
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manual prático de bons modos em livrarias: de acordo com o livro “1001 frases de afrodite para se ler antes de morrer”, a melhor frase dela para se tatuar em grego é “mas tome cuidado com o cabo da vassoura, é pior do que cenoura e você pode se dar mal”.
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O SESC/SP está organizando um processo seletivo para recrutar cerca de 80 candidatos (60 para grande São Paulo e 20 para outras regiões) para o Programa Internet Livre. A inscrição começa a partir de amanhã (09/01/2012) no site do SESC e o processo de seleção deverá acontecer entre os meses de fevereiro e março de acordo com o Descritivo do Processo Seletivo. A vaga requer apenas formação superior em qualquer área e sólidos conhecimento de softwares livres (open source).

De acordo com o Descritivo, “o profissional atuará como mediador junto ao público, na área de Artemídia e Cultura Digital, se dedicando prioritariamente às práticas culturais em suportes tecnológicos, à iniciação digital e ao uso pleno dos recursos da Internet”. De modo geral, o candidato, além de ter conhecimentos específicos sobre tecnologia, deve também ter interesse pela relação entre tecnologia e cultura, educação e comunicação. Segue uma lista de blogs que fazem parte do Programa Internet Livre do SESC:

Em um primeiro momento, entendemos que a vaga não é biblioteconomia strictu sensu, mas o questionamento é inevitável: a vaga poderia ser preenchida por um candidato formado em biblioteconomia? Acredito que poderia. São vários os perfis de pessoas que fazem o curso e algumas delas com certeza tem mais conhecimentos acerca de tecnologia da informação e Internet. De qualquer modo, acredito também que a vaga possa se aproximar do que seria a caracterização de um serviço de referência instrucional, tendo como base principal o desenvolvimento das pessoas e a criação de repertório particular, em relação a tecnologias de informação e Internet.

Quantos bibliotecários formados ou recém formados será que se inscreverão pra pleitear uma vaga deste tipo?

Encontrei também online um documento com uma breve descrição do Programa Internet Livre. Parece que o principal objetivo do programa é atender a questão de democratização de acesso à Internet, oferecendo também workshops culturais, navegação orientada e oficinas de introdução à informática e à cultura de redes. O Programa também desenvolve projetos temáticos que estimulem a reflexão sobre as novas tecnologias como o “Game_Cultura: Festival de Jogos Eletrônicos” e um simpósio “Pensar Livre: cultura e software livre“. A questão de Propriedade Intelectual também é discutida e o Programa pretende criar futuramente um repositório para promover e compartilhar suas próprias produções:

Para tanto, algumas estratégias ainda deverão ser avaliadas institucionalmente, com destaque para a implementação de uma ação efetiva de discussão das licenças alternativas de propriedade intelectual, tais como as licenças Creative Commons, a implementação de tecnologias WEB 2.0 para postagem, leitura e personalização de conteúdos na Internet (tais como ferramentas de tags e de RSS, ou ainda blogs, fotologs e comunicadores instantâneos) e a organização de um repositório indexado com conteúdos livres para consulta e releituras promovidas pelo público.

Inclusão digital, produção colaborativa, acervo de conteúdos e compartilhamento de conhecimento..

Me parece que tudo isso pode ter mais a ver com biblioteconomia do que a gente imagina..

Boa sorte a todos os candidatos.

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