Instrutor de Internet: vaga de biblioteconomia?

O SESC/SP está organizando um processo seletivo para recrutar cerca de 80 candidatos (60 para grande São Paulo e 20 para outras regiões) para o Programa Internet Livre. A inscrição começa a partir de amanhã (09/01/2012) no site do SESC e o processo de seleção deverá acontecer entre os meses de fevereiro e março de acordo com o Descritivo do Processo Seletivo. A vaga requer apenas formação superior em qualquer área e sólidos conhecimento de softwares livres (open source).

De acordo com o Descritivo, “o profissional atuará como mediador junto ao público, na área de Artemídia e Cultura Digital, se dedicando prioritariamente às práticas culturais em suportes tecnológicos, à iniciação digital e ao uso pleno dos recursos da Internet”. De modo geral, o candidato, além de ter conhecimentos específicos sobre tecnologia, deve também ter interesse pela relação entre tecnologia e cultura, educação e comunicação. Segue uma lista de blogs que fazem parte do Programa Internet Livre do SESC:

Em um primeiro momento, entendemos que a vaga não é biblioteconomia strictu sensu, mas o questionamento é inevitável: a vaga poderia ser preenchida por um candidato formado em biblioteconomia? Acredito que poderia. São vários os perfis de pessoas que fazem o curso e algumas delas com certeza tem mais conhecimentos acerca de tecnologia da informação e Internet. De qualquer modo, acredito também que a vaga possa se aproximar do que seria a caracterização de um serviço de referência instrucional, tendo como base principal o desenvolvimento das pessoas e a criação de repertório particular, em relação a tecnologias de informação e Internet.

Quantos bibliotecários formados ou recém formados será que se inscreverão pra pleitear uma vaga deste tipo?

Encontrei também online um documento com uma breve descrição do Programa Internet Livre. Parece que o principal objetivo do programa é atender a questão de democratização de acesso à Internet, oferecendo também workshops culturais, navegação orientada e oficinas de introdução à informática e à cultura de redes. O Programa também desenvolve projetos temáticos que estimulem a reflexão sobre as novas tecnologias como o “Game_Cultura: Festival de Jogos Eletrônicos” e um simpósio “Pensar Livre: cultura e software livre“. A questão de Propriedade Intelectual também é discutida e o Programa pretende criar futuramente um repositório para promover e compartilhar suas próprias produções:

Para tanto, algumas estratégias ainda deverão ser avaliadas institucionalmente, com destaque para a implementação de uma ação efetiva de discussão das licenças alternativas de propriedade intelectual, tais como as licenças Creative Commons, a implementação de tecnologias WEB 2.0 para postagem, leitura e personalização de conteúdos na Internet (tais como ferramentas de tags e de RSS, ou ainda blogs, fotologs e comunicadores instantâneos) e a organização de um repositório indexado com conteúdos livres para consulta e releituras promovidas pelo público.

Inclusão digital, produção colaborativa, acervo de conteúdos e compartilhamento de conhecimento..

Me parece que tudo isso pode ter mais a ver com biblioteconomia do que a gente imagina..

Boa sorte a todos os candidatos.

Um Comentário

  1. Pingback: Instrutor SESC | Biblioteconomia – Vagas de SP

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