Artistas na biblioteca: performance da Amanda Palmer na NYPL dia 20/08

Conheci a Amanda Palmer pela antiga banda dela de punk cabaret, o Dresden Dolls. Faz algum tempo já que acompanho a carreira dela. Ela é casada com o escritor Neil Gaiman (que também já foi traduzido aqui no blog). Do relacionamento dela com o Gaiman ela se inspirou para escrever o A arte de pedir (spin off do Ted Talk dela), que saiu pela Intrínseca aqui no Brasil esse ano.

O livro é praticamente uma autobiografia dela, com várias histórias confessionais onde ela também fala sobre seu processo criativo e seus relacionamentos. Enfim, não quis esperar e comprei o livro em inglês. Para uma artista que é performer, até que ela não se saiu mal como escritora. E além do livro, do relacionamento com o Gaiman ela também está esperando uma nova vida…

Enfim, tudo isso pra dizer que como performer a Amanda também tem – já teve – várias iniciativas de fazer pocket shows e aparições rápidas em bibliotecas. E tem uma marcada pra quinta-feira agora, dia 20 de agosto, às 18h, na biblioteca pública de New York. Provavelmente esse vai ser um dos últimos pocket-shows que ela vai fazer antes de se afastar um pouquinho para ter o bebê.

O legal é que nessa chamada ela pediu para quem comparecesse trouxesse como doação um livro infantil para cooperar com um programa de leitura da NYPL e disse que uma ação será feita com esses livros na hora, fazendo o maior suspense. Queria estar em NY pra ver como vai ser isso, pois fiquei bem curiosa.

Ela disse que este evento tem sido planejado em segredo por dois meses e parece que vai ter a gravação de um vídeo clipe. Para financiar esta gravação – entre outras ações dela – ela tem utilizado o Patreon ultimamente. É provável que em algum momento esse vídeo eventualmente seja disponibilizado no youtube e poderá ser visto no mundo todo.

Não sei se vem ao caso se esse tipo de ação cultural – pois não deixa de ser – partiu da artista ou da biblioteca. O que realmente importa é que: 1. Isso está acontecendo! 2. Está trazendo pessoas para o espaço da biblioteca que será utilizado para algum tipo de ação; 3. e uma comunidade (fãs da Amanda Palmer) está efetivamente ajudando outra comunidade (a de pessoas que tem acesso limitado à leitura).

Acho que seria muito interessante se inspirar em ações nesse sentido. Em eventos curtos, mas que tenham significado e que as pessoas participantes – mesmo que poucas – se sintam envolvidas e parte de algum processo. Parte de um vídeo clipe que aparecerá na internet depois, com seu artista preferido. Parte de uma ação de caridade, que ajudará outras pessoas que precisam. Parte de algo que vá além e signifique mais do que um mero evento, do que uma simples reunião, mas que seja uma experiência transformadora e que ressignifique algumas coisas que conhecem até então.

Esse é um dos papéis da arte e a Amanda sabe muito bem disso. E as bibliotecas podem – e devem – viabilizar esse tipo de ação sempre que possível.

2 pensamentos sobre “Artistas na biblioteca: performance da Amanda Palmer na NYPL dia 20/08

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