Curadores de conteúdo estão se tornando mais importantes que criadores de conteúdo?

por Joe Wilkert, da Olive Software

Tenho certeza que a maioria de vocês se arrepiam com o pensamento de curadores serem mais valiosos do que criadores. Afinal, o último não teria emprego se não fosse o primeiro. Concordo, mas não é como se as pessoas que criassem conteúdo estivessem desaparecendo. Na verdade, esse número de pessoas só cresce a cada mês e é isso o que está influenciando positivamente a valorização da curadoria.

Independente das suas preferências e interesses simplesmente existe muito conteúdo pra ler. Sejam livros, revistas, jornais, blogs, sites, newsletters, etc., cada ano se torna mais difícil acompanhar tudo. Confrontados com esse fluxo contínuo de conteúdo, todos nós precisaríamos de alguma ajuda na determinação de quais elementos valem a pena a leitura e quais são perda de tempo.

Separando as coisas boas das ruins, claro, onde a curadoria entra nisso. Minha revista favorida, The Week, mostra apenas o quão poderosa e útil a curadoria pode ser: cada semana seus editores selecionam as melhores e mais recentes notícias, apresentando ambos os lados de cada história e poupando os leitores de inumeráveis horas com sua cobertura resumida. Inicialmente o Flipboard fazia a curadoria do conteúdo e então eles expandiram sua plataforma e agora qualquer um pode criar uma revista Flipboard. Esta é a minha, por exemplo.

Apesar de seu sucesso, o Flipboard ilustra o fato de que a curadoria ainda tem muito caminho a percorrer na sua evolução. Digo isso porque a relação sinal-ruído do Flipboard e das revistas do Flipboard está ficando cada vez pior. Toda semana encontro menos histórias novas e interessantes do Flipboard pra ler e compartilhar para que outros descubram.

Então onde essa valorosa curadoria e consumo têm lugar no futuro? Hoje está espalhado pela web mas eu prefiro ter tudo unificado em um único stream conveniente.

A plataforma Evernote tem o potencial de se tornar um simples anotador para um serviço mais poderoso de curadoria de conteúdo, consumo e compartilhamento. Parei de usar o Instapaper porque é muito fácil clipar, anotar e guardar sites no Evernote. Também estou fazendo clipping de páginas de revistas pela minha assinatura Next Issue e colocando esses no Evernote. Pra resumir, Evernote faz com que seja fácil e conveniente a curadoria de conteúdo de uma variedade de fontes e encaixá-las todas juntas.

Aqui está a questão espinhosa que provavelmente terá que ser respondida em breve: em algum ponto, um serviço como o Evernote vai oferecer uma opção para comprar acesso à curadoria de outras pessoas? Em outras palavras, posso cobrar por acesso às minhas coleções de curadoria do Evernote, incluindo todo o conteúdo aos quais não possuo os direitos de redistribuir?

Este é mais um exemplo do Dilema do Inovador: editores tradicionais irão agressivamente lutar para prevenir isso enquanto outros que pensam mais à frente irão encontrar um modo de participar do fluxo de receitas que isso representa. E esse fluxo de receitas, aliás, será um onde os curadores são altamente valorizados e, em algum caso, se tornam a marca chave.

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