O Facebook ainda não acabou?

Ontem eu li o texto da Marcela (O que acontece se você deixar de curtir no Facebook?) e parei pra reavaliar meu relacionamento com esta rede. Não fiz nada como ela por hora: não testei empiricamente o que aconteceria caso eu parasse de dar curtidas nas publicações. Mas o curioso é que no dia anterior de ler a postagem dela, eu já meio que tinha decidido largar mão da rede. Ao longo do uso da rede, já fiz isso umas duas ou três vezes e sinceramente não senti tanta falta assim. Sério. Consome muito do meu tempo e não me traz um retorno que eu considere razoável, por hora. Só permaneço lá por conta de algumas – poucas – pessoas, apenas.

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Minha relação com o facebook é que nem aquele relacionamento que você não aguenta mais, mas não consegue terminar de vez.

Em relação à métricas, mais voltado para empresas, acho que o Tarcízio Silva tem publicado bastante sobre isso nos últimos tempos e tenho o acompanhado pelo Twitter. Tive aula de mídias sociais na pós com a (ótima) Regina Fazioli e acho que esse é um campo de trabalho interessante pra quem é de biblio, pois nas métricas é possível trabalhar com categorização e padronização da linguagem natural utilizada na rede e isso qualquer graduando em biblioteconomia aprende em disciplinas de linguagens documentárias. Como o Tarcízio comentou, com grifo nosso:

Neste momento, monitoramento e pesquisa digitais que englobem o Facebook se aproximam ainda mais da pesquisa acadêmica e de áreas que envolvam a compreensão profunda das estruturas linguísticas e discursivas, além da organização da informação. Áreas como linguística de corpus, sociolinguística, text analytics, computação social, NL (processamento natural da linguagem) tornam-se mais importantes. Como o Facebook vai deixar parte do trabalho “às cegas”, é importante ter o máximo de domínio destas técnicas em grande escala (big data) para que os dados sejam o mais precisos possíveis e as estratégias e táticas resultantes deem resultado.

Como não trabalho com social media e não posso falar disso com tanta propriedade quanto todo o pessoal citado acima, pessoalmente posso dizer que tenho achado a rede improdutiva (pra não dizer chata mesmo). Conservadora demais. Convencional demais. Limitante demais. Não mantenho meu Facebook organizado e nem atualizado então o que existe lá é só o caos – no máximo filtro gente que quero e não quero seguir. Só não desativo a minha conta pois a maioria das pessoas ainda não debandaram de lá. Imagino que em alguns anos isso aconteça – como aconteceu com o Orkut – ou que no mínimo a rede se transforme em outra coisa até então não imaginada (hey, não sou boa futuróloga também então nem vou me arriscar a pensar nisso).

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Gestão de conteúdo na rede, gotta catch ‘em all, mas a gente sabe que se estiver tudo zoado é meio que humanamente impossível.

Lembro de um casal de amigos que gosta muito de tirar fotos de viagens e colocavam tudo – tudo mesmo, inclusive informações importantes e relevantes em comentários, textos e fotos – sobre as viagens que faziam em suas respectivas contas no Facebook. Olha só: publicar coisas na rede não é errado, mas caso você pense em reter ou procurar aquilo tudo no futuro, considero arriscado. O que as pessoas não se atentam muito é que as redes tem mais um aspecto comunicacional e de networking do que de busca e recuperação propriamente dito. Pra mim, a recuperação de qualquer informação que eu tenha publicado no Facebook é bem precária. Também não posso organizar as coisas da forma que eu quero, mas dentro do que a rede me limita. Não existe uma busca eficiente, nem uma visualização eficiente (e quando chegar em, sei lá, 30 anos de linha do tempo, vai continuar do mesmo jeito? Sério? Sem tags, nem nada?).

Enfim, em uma conta pessoal considero bem complicado fazer essa gestão de conteúdo. Por isso acho inseguro apostar todas as suas fichas somente na rede. Pra isso, acredito que existem os blogs, sites e outras plataformas pessoais de gestão de conteúdo próprio. Facebook é bom para empresas porque elas pagam por isso. Pra mim ele é bom pra saber o que meus colegas estão fazendo, onde estão indo, que tipos de projetos tem tocado. Acho impossível saber de absolutamente tudo o tempo todo (gotta catch ‘em all, etc). Encontrar-se periodicamente também não é tão simples quanto parece (se aqui em São Paulo já é difícil, fica ainda mais em se tratando de amigos e colegas de outros Estados).

A rede me é útil no sentido de que ela permite essa comunicação rápida e encurta essa distância e flexibilizando um tempo que não tenho. Não é o ideal, mas é melhor do que nada e é o que temos agora.

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