Divisão de gênero na taxonomia de e-commerce: impacto na conversão?

Há algum tempo atrás me mandaram um link avisando que na Amazon tinha caído a distinção de gênero em brinquedos para meninos e meninas, como segue abaixo:

amazon-gender-toys

A seção de meninos e meninas (em amarelo) caiu, parece. Imagem do Kottke.org

Pessoalmente, acho a decisão da empresa muito boa e acredito que isso demorou pra acontecer. Mas ela ainda não deixa de ser bastante polêmica. Não sei se existem dados concretos em relação a converter mais ou menos venda, mesmo porque grandes empresas costumam ser conservadoras e ninguém nunca se arriscou ao ponto de verificar se isso impacta ou não.

Imagino que deve impactar sim, porque as pessoas – generalizando bem e bastante – não estão preparadas para lidar com a não-divisão de gênero. Mas acredito que esse primeiro passo precisa ser dado. A Amazon parece que está sendo pioneira nisso e há algum tempo fiquei sabendo que a Target tinha feito o mesmo também.

As grandes lojas de departamento estão começando essa movimentação, mas se formos analizar a organização das lojas especializadas, ainda falando de brinquedos, como a Toys’r’us, Disney Store e Bebê Store, essa faceta binária para gênero ainda existe (mas na FAO Schwarz e na Hamleys, outras duas grandes lojas de brinquedos, não existe, por exemplo). Algo parecido aconteceu com a campanha Amazon Mom que foi substituída pela Amazon Family.

Acredito que esta não seja uma questão de ser politicamente correto ou não, mas de simplesmente acreditar em um mundo que seja mais diverso, menos restritivo. A mera abolição do uso de gênero não promove de nenhum modo uma maior conscientização do que isso efetivamente significa, embora este primeiro passo seja muito importante.

Apesar de acreditar e inclusive verificar que formas de organização podem moldar o mundo politicamente, não acredito que seja através dela que será possível ocorrer um entendimento mais profundo acerca de respeito às individualidades e à compreensão da diversidade, enquanto um valor intrinsecamente humano.

Um pensamento sobre “Divisão de gênero na taxonomia de e-commerce: impacto na conversão?

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