Nomeação, Tempo e Instabilidade: Tempo de Inscrição

O ato formal do bibliotecário de nomear, de registrar a descrição do assunto de um documento ou de especificar um relacionamento entre chamadas de assuntos é necessariamente realizada em algum ponto no tempo e inscrita no aparato de índices e catálogos. Uma vez que o tempo passa, este ato recua do presente para o passado. Durante o mesmo fluxo de tempo, o discurso prévio, sobre a qual a escolha do nome foi derivada, continuou, evoluiu e mudou e as práticas de nomeação evoluiriam com essas mudanças. Além disso, como o futuro se torna o presente, novos futuros continuam a ser previstos e a perspectiva antecipadora seria cada vez mais relacionada a discursos futuros cambiantes. Entretanto, um nome atribuído, uma vez inscrito, é fixado. Então, com o passar do tempo, seu relacionamento tanto com os discursos passados, quanto com os discursos sobre o então-futuro esperado precisa afastar-se da relevância para a percepção de um presente porvir. Nomes atribuídos são, portanto, inerentemente obsolescentes no que diz respeito ao passado e ao futuro. Os discursos e o bibliotecário fluem em frente como tempo, mas os nomes atribuídos têm sido inscritos para, e fixados em, um passado retrocedente.

BUCKLAND, M. Naming in the library: Marks, meaning and machines. C. Todenhagen & W. Thiele (Eds.) In: Nominalization, nomination and naming in texts. Tübingen, Germany: Stauffenburg, 2007. p. 249-260. Disponível em: http://people.ischool.berkeley.edu/~buckland/naminglib.pdf

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