Busca por imagem no Google

(Publicado originalmente em 30 de agosto de 2011)

Esses dias eu aprendi um truque mágico e quero compartilhar com quem ainda não conhece. Às vezes a linguagem (natural, controlada, o que for) não é suficiente pra nos ajudar a encontrar exatamente o que queremos, principalmente quando se trata de imagens, fotografias.  É difícil dizer o que se quer. É mais difícil ainda representar o que se conhece. Não preciso ir muito longe: sabe aquele meme engraçadinho que você não sabe o nome e nem mesmo a história? Ou aquela pintura linda que você encontrou por acaso no tumblr mas não faz a mínima idéia de onde é, quem é o artista e outras informações? Que nem essa imagem que encontrei ontem:

philip_govedare

Achei a imagem incrível, mas não sabia nada sobre ela e nem sobre outras imagens do mesmo artista, enfim, nenhuma informação além  do óbvio, “paisagem”, “aquarela” e “tons de azul”, que era simplesmente insuficiente pra encontrar o que eu quero nas galáxias de informações de páginas que o Google indexa. Às vezes eu não ligo, mas boa parte do tempo não saber das coisas meio que me angustia.  De uns tempos prá cá isso tem deixado de ser apenas uma angústia pessoal, mas uma necessidade de trabalho mesmo.. Mas enfim, eis o truque:

  1. Encontre uma imagem aleatória na internet, sem fazer a mínima idéia do que ou de quem seja.
  2. Salve esta imagem desconhecida em seu desktop ou em qualquer outro diretório.
  3. Abra o buscador do Google imagens.
  4. Arraste o ícone da imagem que foi salva até o campo de busca do Google imagens.
  5. Voilà.

É claro que algoritmos são tão imperfeitos quanto indexações humanas, por melhores e mais especializadas que elas sejam. A busca por um sistema  que seja perfeito é uma audácia inalcançável, mas as pessoas se divertem inventando possibilidades de organização e desorganização e é isso o que é interessante pra mim. Lógico que muito lixo vai ser recuperado e outras imagens que são apenas semelhantes, não representando exatamente o que você queria.

Muito dos primeiros links também não vão ter informações muito úteis sobre o artista em questão, mas se você persistir um pouco mais, pode acabar encontrando algo mais especializado, como por exemplo, o blog de uma ilustradora, que fala sobre o artista – Philip Govedare –  apresentando também outras obras dele. Sejam bem vindos ao futuro da  ausência total de palavras-chaves? É… É divertido acreditar que sim, apesar de ainda não estar tão certa disso… :)

Aprendi isso agora que estou tendo que indexar imagens que não faço idéia de onde foram tiradas e nem do que sejam – embora isso seja apenas parte do trabalho. Me convenço cada vez mais de que toda indexação é um profundo – e apaixonante – trabalho de pesquisa, apesar de ser tão desprezado por boa parte de quem estuda biblio. Me passam a imagem de uma praça, de cidade X, com uma fonte luminosa e uma torre.

Arrasta-se a imagem para o campo de busca e descobre-se uma miríade de outras informações: nome da praça, geolocalização, nome da torre, proximidade de outros locais, hotéis das redondezas, etc.. Informações inimagináveis, pode-se navegar por um mar quase que sem fim delas. Descubro mundos, memorizo o que vejo, vou pra vários lugares sem sair de onde estou.. É difícil entender como isso pode ser algo entediante. Bem como também é difícil se convencer de que a tecnologia é só um meio, e que o nosso fazer é bem humano.

  1. Pingback: Ornitólogo de bolso? | Index-a-Dora

  2. Rodrigo

    Espetacular!

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