Design Thinking e design de taxonomia

por Claire Brawdy, para o site Enterprise Knowledge

Na minha experiência, descobri que qualquer esforço para um design de sucesso em taxonomia nasce de um forte entendimento das necessidades do usuário final – dificilmente uma tarefa simples. Um dos modos que trabalhei para lidar com este desafio foi incorporar o Design Thinking em nosso processo de design de taxonomia.

A IDEO define Design Thinking como uma abordagem de resolução de problemas centrada em pessoas que centraliza suas necessidades, as de tecnologia e do negócio para resolver problemas complexos com soluções inovadoras. O processo é quebrado em fases, que podem ocorrer em paralelo e serem repetidos com frequência. Esse post explica como nós na Enterprise Knowledge integramos cada fase durante o design de taxonomia.

Por que Design Thinking? Aqui na EK, observamos várias situações onde os esforços para o design de taxonomia sofrem de uma falta de aceitação e alinhamento, resultando em estagnação pois os usuários não estão adotando e usando a taxonomia. Esta metodologia visa estas questões pois prevê oportunidades para compreender totalmente os usuários e suas necessidades, e reforçar que você esteja realmente realizando o design para eles. Usar esta abordagem assegura que o design de taxonomia é apoiado pelos usuários e que combina findability (encontrabilidade) e usabilidade.

Empatizar

Para começar, você precisa ter um profundo conhecimento do problema que precisa ser resolvido e remover quaisquer premissas que você tiver. Isso envolve empatizar com usuários, observando e interagindo com eles para compreender suas experiências e motivos. Descobrimos que isso geralmente faz falta nas iniciativas de design de taxonomia, onde os stakeholders do projeto não estão alinhados com os objetivos, ou claramente não entendem o “porque” de uma taxonomia.

Existem muitas abordagens que você pode ter para cumprir este objetivo. Na Ek, conduzimos entrevistas e grupos de foco, e facilitamos workshops de taxonomia. Entrevistas e grupos de foco podem te ajudar a aprender quais são as lutas dos seus usuários em relação à busca e descoberta de informações. Seja consciente de quem você está entrevistando e que tipos de perguntas está fazendo. Você está entrevistando uma gama de usuários, representando diferentes níveis de experiência e diferentes áreas de expertise? Você está fazendo perguntas tendenciosas baseadas no que você assume que os problemas sejam?

Workshops são incrivelmente valorosos particularmente pois eles dão a oportunidade de envolver usuários de negócios de verdade nas fases iniciais, mitigando o risco de presumir incorretamente requerimentos de design. Enquanto entrevistas e grupos de foco indiscutivelmente oferecem os mesmos benefícios, participantes de workshops podem se tornar seus defensores mais fortes para o design de taxonomia, uma vez que eles estão verdadeiramente envolvidos desde o início. Além das entrevistas, grupos de foco e workshops, considere desenvolver personas colaborativamente e mapas de empatia para identificar diferenciadores de usuários e necessidades usuários chave. Juntas estas ferramentas vão te ajudar a desenhar insights chave a partir de seus usuários finais.

Definir

O estágio de Definir envolve analisar e sintetizar toda a informação colhida anteriormente para definir os principais problemas que afetam seus usuários finais. Nesta fase, você precisará definir claramente todas as necessidades dos usuários.

Na EK, ao invés de focarmos em criar uma declaração de problemas, nós mudamos o foco para a criação de uma declaração de resultados. Em resumo, estamos pedindo aos usuários finais para que respondam a pergunta, “o que esta taxonomia permitirá que usuários finais façam/realizem?”. Fazer este tipo de pergunta nos permite facilmente capturar as expectativas e desejos dos usuários finais e termos a certeza de que estamos entregando um produto que funciona para eles. Bem como criar um declaração de problema efetivo, criar a declaração de resultados simultaneamente foca os usuários finais das suas necessidades específicas e cria um senso de possibilidade que permite que os membros de equipes mudem de ideias na fase de Idealizar.

Idealizar

Munido com os insights dos usuários e declarações claras de problemas/resultados, você pode progredir para a fase de Idealizar para identificar alternativas ao entendimento do problema e subsequentemente, novas soluções.

Aqui é onde você pode talvez começar a se movimentar rumo ao campo de metadados iniciais e avaliar identificação e priorização, mantendo em mente a declaração de resultados já mencionada. Enquanto é importante iniciar esta fase com critérios levando em conta características de taxonomias de sucesso em negócios, também é importante ter uma gama de ideias potenciais e ter a certeza de que tudo está ao menos capturado. O conjunto resultante de campos de metadados e valores correspondentes pode dar uma visão geral de alto nível das características importantes de conteúdo que podem precisar estar refletidas na taxonomia.

Prototipar e Testar

A fase de Prototipar nos oferece a oportunidade de testar nossas potenciais soluções através de versões reduzidas e econômicas do produto ou suas características específicas. A fase Testar final envolve uma testagem rigorosa do produto completo. A taxonomia em papel tende a ser abstrata. Nossa prototipação e abordagens de teste trazem o contexto real do negócio ao esforço de design de taxonomia para nossos usuários finais.

Os campos de metadados que são identificados na fase de Idealizar podem ajudar a formar uma “taxonomia iniciante” que será testada posteriormente e elaborada de forma a se tornar uma taxonomia de negócio verdadeiramente efetiva. Uma forma que lidamos com esta fase aqui na EK é através de card sorting, uma técnica para descobrir como usuários finais categorizam a informação, que por sua vez ajudam a validar partes de um design de taxonomia. O exercício também pode ajudar a identificar quais categorias precisam de ajustes baseados no feedback de usuários.

No final da fase de prototipagem, o time terá uma melhor ideia das limitações da taxonomia, os problemas que existem e um melhor entendimento de como usuários reais agiriam, pensariam e se sentiriam enquanto estivessem interagindo com o produto final. No design de taxonomia, o teste do produto completo é contínuo, com alterações e refinamentos sendo considerados e feitos através de uma governança de taxonomia para melhor refletir os usuários finais e a evolução de suas necessidades.

Conclusão

O progresso no esforço do design da sua taxonomia começa com um entendimento claro dos seus usuários finais. É por isso que o Design Thinking pode ser incrivelmente útil na construção de uma taxonomia que irá ao encontro das reais necessidades de sua organização e seus usuários finais. Essa metodologia colaborativa, flexível e interativa nos permite rapidamente identificar, construir e testar o produto rumo ao sucesso.

Claire Brawdy tem foco em entregas Ágeis para gestão do conhecimento e esforços para design de taxonomia. Claire gosta de colaborar com seus clientes para desenvolver uma compreensão compartilhada de necessidades e gestão.

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