2017-2, Estude enquanto eles se divertem, etc.

Muita coisa mudou de abril desse ano pra cá e talvez eu devesse falar um pouco sobre elas. Em abril finalizei um percurso no Walmart.com, atuando como analista de taxonomia sênior. Gostei muito de tudo o que desenvolvi nesses 2 anos e meio, desde o começo, mesmo com todas as mudanças de percurso – passei por três tipos diferentes de gestão. Hoje posso dizer que essa experiência foi parte fundamental da minha carreira e que faz parte indissociável de mim, das minhas escolhas. É o tipo de conhecimento que adquirimos e vivências pelas quais passamos que podemos levar pra vida, de verdade.

Em abril mesmo, comecei uma conversa com a Patricia de Cia em relação a um trabalho a ser desenvolvido na Saraiva Online como especialista de catálogo digital para e-commerce. Conversamos e vimos que tínhamos expectativas bem alinhadas, no entanto, eu deveria começar no segundo semestre por volta de julho ou agosto. Esse espaço de tempo foi fundamental para que eu pudesse colocar as ideias em ordem e também para descansar um pouco, aproveitar o ócio. Nesse meio tempo, aproveitei ao máximo para cumprir as disciplinas de mestrado na USP, de Cultura e Informação e Sociedade, Conhecimento e Informação.

Em maio aconteceram mais algumas coisas. A Renate Land me convidou para participar da Egrégora Inteligência e isso acabou se tornando realidade. Conversamos e percebemos que foi um encontro, pois temos visões muito aproximadas sobre temas que são importantes pra nós, como gestão da informação e de conteúdo. Participei de algumas reuniões da cooperativa e pude aprender só de observar e ouvir as conversas entre consultores seniores, uma maturidade que ainda está um tanto quanto distante pra mim, eu diria – sou a “pirralha” da nossa cooperativa certamente, mas colaboro ao meu modo. Para o momento, a Egrégora tem sido um dos meus caminhos também.

Também em maio, a prof. Cristina Palhares da Unifai me convidou para dar aulas no curso de pós-graduação lato sensu em Arquitetura da Informação da Unifai. Mesmo sem saber se tinha jeito pra coisa ou não, dar aulas sempre foi uma vontade antiga minha. Não foi à toa que fiz uma especialização e em seguida tentei o mestrado novamente. Já dei palestras, fiz apresentações, mini-cursos e etc, mas a verdade é que sempre estive do outro lado, como aluna, nunca como professora. Quando recebi o convite, mesmo sem ter muita certeza se daria ou não conta do recado, aceitei o convite sem pensar muito. Preferi deixar o tempo dizer se eu ia ou não dar conta.

Em julho o semestre finalmente acabou e também finalizei os artigos que precisava entregar para as disciplinas do mestrado. Ambos provavelmente vão compôr partes da dissertação (ou não), mas os temas estão todos interligados com o meu tema central de certo modo, uma vez que fui eu que escolhi os seminários (um sobre organização do conhecimento e outro sobre cultura digital). E em agosto comecei uma série de coisas, todas ao mesmo tempo:

  • Última disciplina na ECA/USP (Informação e Linguagem) para cumprir créditos para a qualificação;
  • Estágio docência na ECA/USP na disciplina de Teoria da Ação Cultural, com a prof. Dra. Lucia Maciel Barbosa Oliveira;
  • Professora visitante na Unifai, aos sábados, na disciplina de Introdução à Arquitetura da Informação; Este ano ainda darei a disciplina de Planejamento de Conteúdo Digital em novembro/dezembro;
  • Comecei como Especialista em Taxonomia na Saraiva Online, pela Egrégora Inteligência;

E ainda tenho uma dissertação para começar a pensar e escrever. Tenho tempo pra dormir? Às vezes. E não me orgulho muito disso não, mas é o que tem para hoje. É mais ou menos como essa imagem que apareceu na minha timeline do FB ontem:

Sempre achei esse tipo de “motivação” muito abjeto, mesmo, por isso ri bastante e me identifiquei quando vi esse meme. Esse conceito de meritocracia desgraçado no qual a gente vive, principalmente no contexto Brasil, onde uma pessoa precisa se estrupiar inteira para ter uma vida minimamente decente. Não acho nada disso justo e isso porque já sou privilegiada para cacete, em uma série de sentidos. Sem falar que uma sociedade onde “não ter tempo pra nada” e “estar sempre ocupado” é sinal de coisa boa ou ainda pior, de competência, não me parece lá muito saudável. Mas enfim: a girl gotta do what a girl gotta do. Minha perspectiva nunca é a de ficar reclamando porque esse não é meu perfil. Prefiro fazer outras coisas. E o que tenho tentado fazer no momento é buscar convergências, entrelaçamentos e relações entre todas essas coisas que faço, pois uma é interdependente da outra. Sim, cansa. Sim, não é fácil.

Mas se fosse fácil, já estava feito.

Sobre Dora

Mulher. São Paulo. De 26 a 35 anos. Cor. Som. Fúria.

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  1. Pingback: Sobre dar aulas | Index-a-Dora

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