Por que você deveria se cercar com mais livros que jamais terá tempo pra ler

Prateleiras (ou e-readers) inflacionados indicam coisas boas sobre a sua mente

Por Jessica Stillman, para a Inc.com

Uma vida inteira de aprendizagem vai te ajudar a ser mais feliz, ganhar mais e até mesmo se manter mais saudável, dizem os especialistas. Além disso, muitos dos nomes mais inteligentes do mundo dos negócios, desde Bill Gates até Elon Musk, insistem que a melhor forma de ficar mais inteligente é lendo. Então o que você faz? Você vai lá e compra livros, vários deles.

Mas a vida é ocupada e intenções são uma coisa, ações, outra. Logo você percebe que suas estantes (ou seu e-reader) estão transbordando de títulos que você pretende ler um dia, ou livros que você deu uma lida uma vez mas então os abandonou. Seria isso um desastre com o seu projeto de se tornar uma pessoa mais inteligente e sábia?

Se você nunca conseguiu ler nenhum livro de fato, então sim. Você pode querer ler sobre truques para colocar mais leitura na sua vida frenética e porque vale a pena comprometer algumas horas por semana a um aprendizado. Mas se simplesmente a sua ação de ler livros não acompanha de nenhum modo a sua ação de comprá-los, tenho boas notícias pra você (e para mim, pois eu definitivamente me encaixo nessa categoria): sua biblioteca inflacionada não é um sinal de fracasso ou ignorância, é uma medalha de honra.

Por que você precisa de uma “antibiblioteca”

Esse é o argumento que o autor e estatístico Nassim Nicholas Taleb faz em seu bestseller A lógica do Cisne Negro. O blog eternamente fascinante Brain Pickings garimpou e sublinhou a seção em um post particularmente adorável. Taleb inicia suas reflexões com uma piada sobre a lendária biblioteca do escritor italiano Umberto Eco, que continha um impressionante total de 30 mil volumes.

Eco realmente leu todos esses livros? Claro que não, mas esse não era o objetivo de cercar-se com tanto conhecimento potencial mas até então nãorealizado. Por ter um constante lembrete de todas as coisas que ele não sabia, a biblioteca de Eco o mantinha intelectualmente faminto e perpetuamente curioso. Uma crescente coleção de livros que você ainda não leu pode fazer o mesmo por você, Taleb escreve:

Uma biblioteca particular não é um apêndice impulsionador de ego, mas uma ferramenta de pesquisa. Livros já lidos são bem menos valorosos que os não lidos. A biblioteca deveria conter tanto do quanto você não sabe quanto os seus meios financeiros, as taxas de hipoteca, e o atual mercado imobiliário apertado te permitir que você coloque lá. Você acumulará mais conhecimento e mais livros ficando mais velho, e o crescente número de livros não lidos nas estantes olharão para você de forma ameaçadora. De fato, quanto mais você sabe, maior fica a estante de livros não lidos. Vamos chamar essa coleção de livros não lidos de antibiblioteca.

Uma antibiblioteca é um lembrete poderoso de nossas limitações – a vasta quantidade de coisas que você não sabe, ou sabe pela metade ou algum dia irá perceber que está errado sobre. Viver com esse lembrete diariamente pode fazer com que você se atente para o tipo de humildade intelectual que melhora a tomada de decisões e impulsiona o aprendizado.

“As pessoas não andam por aí com anti-currículos te falando que não estudaram ou não tiveram experiência (é trabalho de seus competidores fazer isso), mas seria legal se fizessem isso”, diz Taleb.

Por que? Talvez porque seja um fato psicológico bem conhecido que os mais incompetentes sejam mais confiantes de suas habilidades e os mais inteligentes são cheios de dúvidas (sério, é chamado de efeito Dunning-Kruger). É igualmente bem estabelecido que quanto mais você admite rapidamente que não sabe coisas, mais rápido você as aprende.

Então pare de brigar consigo mesmo por comprar livros demais ou por ter uma lista de livros “para ler depois” que você nunca poderia terminar nem em três vidas. Todos esses livros que você não leu são na verdade um sinal da sua ignorância. Mas se você souber o quão ignorante é, você estará bem à frente da vasta maioria das pessoas.

SEO para LinkedIn é tema de minicurso no Seminário FESPSP 2017

#SeminarioFESPSP

03/10/2017

Dora Steimer explicou para os alunos presentes como criar um perfil mais atrativo na plataforma.

Técnicas de SEO para utilização na rede social profissional LinkedIn foram o tema do minicurso “Curso Básico de SEO para LinkedIn”, ministrado pela bibliotecária Dora Steimer. A aula aconteceu na terça-feira, 3 de outubro, durante o Seminário FESPSP 2017. Neste ano estamos discutindo As Incertezas do Trabalho. Confira aqui a programação do evento.

LinkedIn é a maior rede social profissional atualmente, sendo frequentemente utilizada por headhunters e profissionais de RH na busca por talentos. Este minicurso teve como objetivo auxiliar na criação de um perfil campeão no LinkedIn e ajudar a compreender como os metadados podem te ajudar a ser visto e encontrado nessa grande rede social profissional. Entre as abordagens tratadas, foram discutidas: indexação e SEO (como as palavras podem te ajudar a se posicionar melhor na recuperação do motor de busca da rede), postura e imagem profissional online (branding), criação de posts relevantes e gestão de conteúdo, monitoramento de empresas, vagas de trabalho e networking online.

Seminário FESPSP 2017
Tradicional no calendário de eventos de pesquisas acadêmicas, o Seminário FESPSP (Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo) na edição 2017 discutirá as Incertezas do Trabalho, em um momento singular na política nacional e no cenário global, em meio a discussões de Reformas Trabalhistas e Previdenciárias em vários países e à aproximação de uma 4ª Revolução Industrial, que já está mudando a forma como lidamos com o trabalho, de formas positivas e negativas. As Conferências, os minicursos, os grupos de trabalho e as reuniões da Cicla das 5 acontecerão entre os dias 2 e 5 de outubro, no campus FESPSP (Rua General Jardim, 522 – Vila Buarque – São Paulo/SP). Saiba mais sobre a programação e as inscrições aqui.

Nova busca da Plataforma Lattes

Há algumas semanas eu estava tentando acessar a Plataforma Lattes pelo link de sempre.

Estava tendo dificuldades e nem a busca, nem a atualização estavam funcionando. Ontem estava conversando com a Fernanda, uma colega de pós, e ela me informou que parece que a Plataforma Lattes está migrando para uma outra plataforma mais moderna, que seria esta aqui.

Se algum dia os filtros funcionarem, pode ser uma plataforma bem interessante mesmo.

Entrevista: bibliotecária “fora da caixinha”

Nesta semana recebi algumas perguntas de um pessoal da graduação em biblioteconomia da FESPSP. Eles estão criando um seminário sobre bibliotecários “fora da caixinha” e quiseram saber sobre a minha formação acadêmica e sobre carreira. Pessoalmente não curto muito esse termo “fora da caixinha”, como se fosse algo especial ou algo a ser celebrado… Acho meio bobo. Sem falar que ele causa uma ansiedade danada nas pessoas e, muito contra-intuitivamente, não as faz dar o melhor de si (justamente pela ansiedade que causa, etc.). Não me considero “fora da caixinha” mesmo porque ainda faço uma porção de coisas bastante operacionais e dentro da caixinha ainda, só que de modo sensivelmente diferente e com outras perspectivas e linha de pensamento… E qualquer outra pessoa pode fazer isso, se tiver intenção o suficiente. Eu poderia falar muito mais sobre isso, mas prefiro deixar pra dizer algumas coisas pessoalmente, apenas. Enfim…

Por fora bela viola, por dentro gatinha na caixinha, etc…

De qualquer modo, seguem minhas respostas:

  • Ao analisar seu perfil, nas plataformas sociais LinkedIn e Facebook percebemos que sua atuação abrange atividades que muitas vezes nem ouvimos falar na graduação, como por exemplo: elaboração de basic content; SKUs; compliance; framework, etc. Fale-nos um pouco da sua formação acadêmica e como se deu a escolha pelo ramo que atua no momento (e-commerce). A educação continuada é um diferencial para quem pretende seguir neste nicho? Pode citar quais cursos extracurriculares realizou e ainda pretende fazer para se aprimorar?

Biblioteconomia é minha segunda graduação e resolvi fazer porque me identificava muito com a área. Sobre a escolha da área em específico que estou no momento, acredito mais que fui escolhida do que o oposto. Não estava buscando ativamente trabalhar com Internet, a oportunidade apareceu pra mim e resolvi aceitar o convite. Sobre educação continuada, ela é realmente importante, mas não chega mais a ser considerada exatamente um diferencial pelo mercado. Supõe-se que as pessoas naturalmente invistam em suas carreiras. O diferencial nem sempre está na técnica, mas em nossa personalidade. Em relação a cursos extracurriculares, fiz inglês na Cultura Inglesa desde pequena e durante a graduação em biblioteconomia fiz duas disciplinas do mestrado como aluna especial. Fora isso, tenho um blog (indexadora.wordpress.com) onde escrevo vez e outra algumas considerações sobre a área, a profissão, etc. Também já escrevi para o Bibliotecários Sem Fronteiras (bsf.org.br) por algum tempo.

  • Comente um pouco sobre como funciona a empresa na qual você trabalha e o no que seu trabalho impacta.

Além das livrarias megastores e da editora, o Grupo Saraiva tem investido no e-commerce também. Atualmente, estou na Saraiva Online como Especialista em Taxonomia. Trabalho em conjunto com a equipe de User Experience (UX) e isso tem impacto direto nos produtos de interfaces, seja no desktop ou em mobile. A minha parte do trabalho é focada em dois sistemas bem importantes na Arquitetura da Informação: o sistema de organização e o sistema de nomenclatura. Meus colegas de bancada estão mais envolvidos com o sistema de navegação (layout, etc.) e também de busca (SEO), mas os trabalhos são bem interdependentes.

  • Como são os usuários/clientes? Como se dá o processo de estudo desses usuários?

Pela minha experiência, existem vários tipos de clientes. Meus clientes diretos são meus colegas de equipe, pessoas que vão avaliar meu trabalho e com quem vou trabalhar mais diretamente – isso inclui gestores também. Outro tipo de cliente são as diferentes áreas da empresa: áreas comerciais, qualidade, etc. Pessoas para quem mostrarei meu trabalho e tentarei chegar em um consenso, tentando ajuda-las ao mesmo tempo que defendo a experiência do usuário. E existem os clientes da Saraiva propriamente ditos, que é sempre uma incógnita que tentamos desvendar através de trabalhos, estudos e pesquisas como analise de Persona, Testes A/B, Card Sorting, etc.

  • Pode nos contar mais detalhadamente sobre as atividades que desempenha?

Considero meu trabalho hoje basicamente como mediação da informação, mesmo. Resumindo bastante, posso dizer que trabalho com pesquisa em UX, realizo mapeamento de conteúdo (sortimento, tipologia de produtos) a ser trabalhado e organizado; Também trabalho com normalização da nomenclatura dos tipos de produto e faço isso baseada em pesquisas de benchmarking (pesquisa na concorrência); Para a organização, também realizo pesquisas de Card Sorting que é uma técnica que verifica que tipos de padrões de organização podem surgir e a partir do cruzamento com outros dados, consigo sugerir uma estrutura de organização customizada para a companhia, de acordo com o que for mais adequado ao seu modelo de negócio.

  • Quais são os desafios e/ou dificuldades enfrentadas diariamente no exercício das atividades realizadas? O que há de interessante nestas atividades que exerce?

Curiosamente, justamente o que há de desafiante e difícil é, ao mesmo tempo, o que há de mais interessante nas atividades que faço: as pessoas. As pessoas com quem lido diariamente, suas ideias, seus interesses e objetivos. Saber lidar com as pessoas, suas expectativas e frustrações, é a parte mais tem me feito aprender, que mais me mantém humilde e é a parte que considero mais interessante no trabalho – por mais difícil que muitas vezes isso seja. Temos muito o que aprender, sempre.

  • Quais são as competências e habilidades que você acredita que o bibliotecário (a) deve possuir/desenvolver para desempenhar as atividades que você realiza?

Acho que as pessoas, de modo geral, precisam ser verdadeiras e honestas consigo mesmas em primeiro lugar. A principal habilidade para ser bem-sucedido – na minha opinião – em qualquer ambiente é o auto-conhecimento. Muitas vezes, não se trata de competência e habilidade técnica, mas justamente de características que não são ensinadas em universidades: empatia, paciência, parcimônia, jogo de cintura, mediação, postura profissional, posicionamento. Essas características são parte da vida, não podem ser ensinadas, também não podem ser aprendidas – se a pessoa se recusa, continuamente, a compreender seu lugar no mundo. De nada adianta ser excelente, no que quer que você faça, se te falta empatia. Se você não consegue alcançar o outro. Ou se você é tímido, não consegue ir até a mesa de outra pessoa para pedir algo, conversar, mostrar seu trabalho. Se você é incapaz de receber críticas sem levar isso para o lado pessoal, de forma passional.

  • Quais dicas você dá para os graduandos e ou veteranos que desejam ingressar neste ramo de atuação?

Vejam se o trabalho, como um todo, tem a ver com a sua personalidade. Se é essa mesmo a sua verdadeira vontade. Se você é capaz de se adaptar, se entende que precisará trabalhar em conjunto, de forma colaborativa. Se entende que o cliente, as pessoas de modo geral, devem ser prioridade pois é com elas que se está lidando, mais diretamente. As técnicas ajudam, mas elas são só isso: técnicas. E elas mudam e são superadas e modificadas ao longo do tempo.

  • Você trabalha com uma equipe multidisciplinar e/ou há mais bibliotecários no local?

A equipe que eu trabalho hoje é multidisciplinar, tem pessoas com vários backgrounds e formações. Mas no último trabalho que tive, trabalhei brevemente com uma colega bibliotecária (oi, Ana Marysa) que estava na equipe de UX.

  • Para você, o que é bibliotecário “fora da caixinha”? Você considera que o mercado está aquecido para contratação de bibliotecário (a) inovadores, ou seja, “fora da caixinha”?

Para mim, bibliotecários “fora da caixinha” são os que conseguem fazer com que seus piores defeitos trabalhem ao seu favor. E há uns 2 ou 3 anos atrás eu diria que o mercado está aquecido, mas na atual conjuntura econômica pela qual o país passa, eu não afirmaria isso com tanta certeza assim. De qualquer modo, é preciso saber vender seu próprio peixe, ter um bom networking, saber cultivar relacionamentos e principalmente saber quem se é e o que se quer. Nada disso é trivial, mas se for feito com certa consistência, as chances de sucesso tendem a ser maiores.

Competências necessárias ao bibliotecário a partir da web

Acabei de receber um formulário, provavelmente para um TCC, que me questiona sobre competências necessárias ao bibliotecário a partir da web. Além de perguntas pessoais sobre o meu trabalho, teve uma última pergunta que era a seguinte: “Em sua opinião quais competências, habilidades e atitudes necessárias aos bibliotecários para atuarem na Web?”

Pessoalmente eu acredito que trata-se menos de competências e habilidades e muito mais de atitudes. E não apenas de atitudes propriamente ditas, mas principalmente de mentalidade, da forma de pensar a organização da informação… E de como ela pode ser transferida e adaptada do analógico para o digital. É um duplo trabalho, mas é necessário que seja feito, caso a pessoa queira efetivamente trabalhar com o digital. Acredito que estejamos num momento bem híbrido, tendo que lidar com o mundo físico e também com o digital… Qual a sua prioridade?

O perfil/esterótipo da profissão de bibliotecário, generalizando bastante, são de pessoas muito conservadoras e que tem preferência por estabilidade, visando em sua grande maioria concursos e carreiras públicas. Isso não é um demérito nem nada, é apenas uma característica, um fato. As grandes empresas que trabalham com o digital geralmente não costumam absorver profissionais com este tipo de perfil. O perfil do profissional que trabalha com e para a web é dinâmico, resiliente e está sempre aberto a mudanças, tanto a aceitá-las quanto para implementá-las.

É necessária uma mudança de mentalidade mesmo, a longo prazo. E isso só pode ser feito em nível individual, com postura profissional e com a pessoa se responsabilizando pela própria carreira e pelo que efetivamente gosta de fazer e trabalhar, sem depender tanto de instituições externas a ela. É preciso se arriscar mais, pensar fora da caixa e principalmente: não esperar aprendizado vindo dos cursos de graduação ou de pós, pois eles podem até auxiliar, mas não formam efetivamente um profissional para o mercado.

Mini-curso básico de SEO para LinkedIn

A ideia desse mini-curso surgiu de uma inquietação que me surgiu quando vi um oferecimento de mini-curso para a Plataforma Lattes. Sugeri à prof. Valéria Valls da FESPSP, que fosse também ministrado um mini-curso voltado para o LinkedIn e me ofereci para ministrá-lo. Ofereci esse curso pois vejo muita gente utilizando a ferramenta de forma não tão otimizada assim e gostaria de poder ajudar as pessoas com isso, de verdade.

Ao começar a criar o conteúdo para aula, fiz uma auto-crítica e percebi que eu também precisava fazer a minha lição de casa. Nunca parei pra pensar nem tive regras muito definidas acerca das redes sociais que utilizo – profissionais ou não. Sempre fiz tudo, minha gestão de conteúdo inclusive, de forma completamente orgânica e espontânea mesmo, sem um planejamento muito acertado ou rígido. Funciona? Claro. Mas não é lá muito otimizado.

O LinkedIn é hoje a maior rede social profissional, sendo frequentemente utilizada por headhunters e diversos profissionais de RH na busca por talentos. Este minicurso tem como objetivo auxiliar na criação de um perfil campeão no LinkedIn e ajudar a compreender como os metadados podem te ajudar a ser visto e encontrado nessa grande rede social profissional. Chega de colocar “desempregado” ou “em busca de novas oportunidades” no título principal né? Acredito que podemos ser melhores que isso se realmente quisermos deixar nossa marca no mundo – seja ela qual for.

Entre as abordagens trataremos sobre: indexação e SEO (como as palavras podem te ajudar a se posicionar melhor na recuperação do motor de busca da rede), postura e imagem profissional online (branding), criação de posts relevantes e gestão de conteúdo, monitoramento de empresas, vagas de trabalho e networking online. O minicurso fará parte do Seminário anual que acontece na FESPSP. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Até breve!

 

Categorias de Papelaria para e-commerce

Categorizar e classificar qualquer tipo de coisa é sempre um desafio, não importa o tema. Quando tratamos de miudezas, agrupá-las de forma minimamente coerente parece ser um desafio maio ainda. Em plataformas de e-commerce, a taxonomia e a organização deste tipo de informação ainda é bem incipiente, uma vez que muito frequentemente a busca é a maior privilegiada. De qualquer modo a organização dos itens de forma lógica ainda é um atrativo pra quem é menos objetivo na hora de realizar compras online e navega pelo site com frequência, afinal, uma página de produtos não deixa de ser uma vitrine e às vezes queremos “só dar uma olhadinha” no sortimento, não?

Pensando nisso, resolvi fazer uma breve pesquisa apenas com o objetivo de verificar como alguns e-commerces organizam seu departamento de papelaria. Selecionei 12 lojas nacionais, sendo 7 especializadas (ou seja, papelarias mesmo), 3 empresas de varejo geral e 2 livrarias, que também vendem itens de papelaria. Embora os perfis das lojas sejam distintos, foi possível encontrar um pequeno padrão.

Neste estudo analisei apenas a nomenclatura das categorias apresentadas, deixando as subcategorias para uma segunda parte do trabalho – que é bem mais complexa e aprofundada, pois se trata menos de conceitos e mais de tipos de produtos específicos e reais. Num exemplo rápido: ao invés de encontrar apenas “Material de Escritório” (conceito geral), encontramos “Fragmentadoras” e “Grampeadores” (produtos específicos).

Destas 12 lojas, foi levantado um universo de 173 categorias de papelaria, onde 132 apresentaram repetição e frequência. Para fazer o tratamento e agrupamento dessas categorias, usei a técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2010) e cheguei em 9 categorias principais (consideradas mais frequentes) e 10 categorias secundárias (menos frequentes).

Categorias Principais Categorias Secundárias
[15.15%] Escritório
[12.87%] Arte e Artesanato
[10.60%] Informática
[9,09%] Papéis, Envelopes e Etiquetas
[8.33%] Material Escolar
[6.06%] Mochilas, Estojos e Lancheiras
[6.06%] Presentes
[5.30%] Escrita e Corretivos
[4,54%] Cadernos e Agendas
[3.78%] Eletro-Eletrônica
[3.03%] Cartuchos de Impressão
[3.03%] Jogos/Games
[2.27%] Alimentação
[2.27%] Embalagens
[1.51%] Álbuns
[1.51%] Limpeza
[1.51%] Higiene
[1.51%] Telefonia
[1.51%] EPI

Em verde estão as categorias-conceito e em azul as categorias-produto. As categorias principais e de maior frequência são o “feijão com arroz” de qualquer papelaria, são os materiais básicos. Já nas categorias secundárias, geralmente vemos tanto conceitos quanto produtos que geralmente não são muito comuns, sendo considerados mais “extras” ou muito específicos em uma papelaria. Mas a partir destas informações, já é possível desenhar o que é imprescindível para uma boa categorização e o que pode ser considerado opcional. No entanto, isso tudo varia com o propósito do negócio e com a cultura da empresa em questão.

O próximo desafio é verificar e fazer o levantamento de quais tipos de produtos comporiam “Escritório”, também se preocupando com a duplicidade de produtos em diferentes categorias, verificando a sua viabilidade enquanto categoria. Um exemplo rápido: o produto “Caneta” poderia facilmente fazer parte das categorias “Escritório”, “Material Escolar” e “Arte e Artesanato”. Mas como se trata de um produto com muita relevância e que precisa estar em destaque devido a possuir um sortimento mais variado, é elevado ao status de categoria em “Escrita e Corretivos”. Isso acontece com frequência em categorizações e precisa ser verificado caso a caso, pois como já mencionei, pode ser customizável de acordo com regras de negócio.

A segunda parte do trabalho vai ser o de verificar os tipos de produto que compõem as categorias, seus possíveis filtros e demais atributos.

 

 

 

Lista de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações

Estou fazendo uma pesquisa e resolvi fazer uma lista das Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTDs) de acordo com os programas de pós-graduação que listei neste outro post. Ou seja, nessa lista só vão ter BDTDs das universidades que possuem programas em CI. O recorte é meu, mesmo.  Não acho que exista nenhuma lista assim online, então estou fazendo isso pra facilitar. Caso algum link esteja errado e alguém saiba o correto, favor manifestar-se nos comentários. Agradeço desde já. Segue:

UNB – http://www.bce.unb.br/bibliotecas-digitais/repositorio/teses-e-dissertacoes/
USP – http://www.teses.usp.br/
UDESC – http://www.tede.udesc.br/
UEL – http://www.bibliotecadigital.uel.br/teses_dissertacoes.php
UNESP – https://www.athena.biblioteca.unesp.br/F/?func=find-b-0&local_base=BDTD
UFBA – http://www.bdtd.ufba.br/new_bdtd.htm (Não está funcionando)
UFPB – http://tede.biblioteca.ufpb.br/?locale=pt_BR
UFMG – http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/
UFPE – http://www.repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50
UFSC – https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/74645
UFSCAR – https://repositorio.ufscar.br/
UFC – http://www.teses.ufc.br/
UFPA – http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/2289
UFRJ – https://minerva.ufrj.br/F?RN=681702743
UFF – http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/index.php/ (Atualmente invadida por um grupo turco)