Categorias de Papelaria para e-commerce

Categorizar e classificar qualquer tipo de coisa é sempre um desafio, não importa o tema. Quando tratamos de miudezas, agrupá-las de forma minimamente coerente parece ser um desafio maio ainda. Em plataformas de e-commerce, a taxonomia e a organização deste tipo de informação ainda é bem incipiente, uma vez que muito frequentemente a busca é a maior privilegiada. De qualquer modo a organização dos itens de forma lógica ainda é um atrativo pra quem é menos objetivo na hora de realizar compras online e navega pelo site com frequência, afinal, uma página de produtos não deixa de ser uma vitrine e às vezes queremos “só dar uma olhadinha” no sortimento, não?

Pensando nisso, resolvi fazer uma breve pesquisa apenas com o objetivo de verificar como alguns e-commerces organizam seu departamento de papelaria. Selecionei 12 lojas nacionais, sendo 7 especializadas (ou seja, papelarias mesmo), 3 empresas de varejo geral e 2 livrarias, que também vendem itens de papelaria. Embora os perfis das lojas sejam distintos, foi possível encontrar um pequeno padrão.

Neste estudo analisei apenas a nomenclatura das categorias apresentadas, deixando as subcategorias para uma segunda parte do trabalho – que é bem mais complexa e aprofundada, pois se trata menos de conceitos e mais de tipos de produtos específicos e reais. Num exemplo rápido: ao invés de encontrar apenas “Material de Escritório” (conceito geral), encontramos “Fragmentadoras” e “Grampeadores” (produtos específicos).

Destas 12 lojas, foi levantado um universo de 173 categorias de papelaria, onde 132 apresentaram repetição e frequência. Para fazer o tratamento e agrupamento dessas categorias, usei a técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2010) e cheguei em 9 categorias principais (consideradas mais frequentes) e 10 categorias secundárias (menos frequentes).

Categorias Principais Categorias Secundárias
[15.15%] Escritório
[12.87%] Arte e Artesanato
[10.60%] Informática
[9,09%] Papéis, Envelopes e Etiquetas
[8.33%] Material Escolar
[6.06%] Mochilas, Estojos e Lancheiras
[6.06%] Presentes
[5.30%] Escrita e Corretivos
[4,54%] Cadernos e Agendas
[3.78%] Eletro-Eletrônica
[3.03%] Cartuchos de Impressão
[3.03%] Jogos/Games
[2.27%] Alimentação
[2.27%] Embalagens
[1.51%] Álbuns
[1.51%] Limpeza
[1.51%] Higiene
[1.51%] Telefonia
[1.51%] EPI

Em verde estão as categorias-conceito e em azul as categorias-produto. As categorias principais e de maior frequência são o “feijão com arroz” de qualquer papelaria, são os materiais básicos. Já nas categorias secundárias, geralmente vemos tanto conceitos quanto produtos que geralmente não são muito comuns, sendo considerados mais “extras” ou muito específicos em uma papelaria. Mas a partir destas informações, já é possível desenhar o que é imprescindível para uma boa categorização e o que pode ser considerado opcional. No entanto, isso tudo varia com o propósito do negócio e com a cultura da empresa em questão.

O próximo desafio é verificar e fazer o levantamento de quais tipos de produtos comporiam “Escritório”, também se preocupando com a duplicidade de produtos em diferentes categorias, verificando a sua viabilidade enquanto categoria. Um exemplo rápido: o produto “Caneta” poderia facilmente fazer parte das categorias “Escritório”, “Material Escolar” e “Arte e Artesanato”. Mas como se trata de um produto com muita relevância e que precisa estar em destaque devido a possuir um sortimento mais variado, é elevado ao status de categoria em “Escrita e Corretivos”. Isso acontece com frequência em categorizações e precisa ser verificado caso a caso, pois como já mencionei, pode ser customizável de acordo com regras de negócio.

A segunda parte do trabalho vai ser o de verificar os tipos de produto que compõem as categorias, seus possíveis filtros e demais atributos.

 

 

 

O valor no desenvolvimento de uma taxonomia para lojas online

por Craig Fox para a PinnacleCart

Tendo uma pequena loja, apenas o fato de manter o controle de inventário e estoque da sua loja online pode tomar 90% do seu tempo disponível – considerar o uso de taxonomia para a sua loja online pode parecer como qualquer outra tarefa pra lista de ‘fazer depois’. No entanto, gerir e revisar a taxonomia de sua loja online pode te ajudar a desenvolver conteúdo, otimizar SEO, desenvolver um plano de vendas e criar oportunidades naturais de vendas cruzadas e aumento de vendas.

Então, o que é taxonomia? Taxonomia é um termo técnico que se refere à classificação de itens. Em qualquer site isto seria considerado o agrupamento de conteúdo para o mapa do site; em e-commerce isso significa identificar em categorias agrupamentos naturais e específicos de produtos da loja.

Se você vende sapatos online as categorias naturais podem ser:

  • Sapatos esportivos
  • Sapatos sociais
  • Sapatos casuais
  • Botas

Essas categorias seriam divididas no futuro em sub-categorias dependendo do tipo de conhecimento que você tiver de seus clientes. Uma versão poderia ser:

  • Sapatos sociais
    • Sapatos Sociais Femininos
    • Sapatos Sociais Masculinos
    • Sapatos Sociais Infantis

 

Ou talvez a sua loja online apenas atenda mulheres e você criaria sub-categorias assim:

  • Sapatos Sociais
    • Salto Alto
    • Plataforma
    • Anabella
    • Sandálias

 

Ou talvez você gostaria de começar por materiais – couro, camurça, tecido; ou por estação – verão, outono, inverno, primavera. Tudo depende do conhecimento que você tiver de seus clientes, suas preferências de compra, as quais você pode identificar a partir de dados anteriores, termos de busca do seu software deanalytics ou até mesmo a partir de pesquisas feitas com clientes.

Agrupamentos específicos de produtos de lojas online podem ser taxonomias que você cria para dar apoio à uma venda ou grupo de consumidores em específico – tais como “Sandálias de Verão”, “Básicos da Moda” ou “Estilos Mais Populares Para Pés Largos”. Estas são coleções que você fará a curadoria manualmente baseado no seu conhecimento do produto ou em dados sobre vendas e padrões de compras dos clientes, que você pode obter a partir da plataforma da sua loja online.

Uma vez que você criou uma taxonomia lógica baseada nas informações dos clientes, você pode começar a trabalhar otimizando suas páginas de categoria para SEO orgânico, identificando as principais palavras-chaves para aquele grupo que deve aparecer na página. Use sua pesquisa de termos para guiar o modo como você nomeará a página, como você estruturará sua URL e o conteúdo que você criará para a página, incluindo cópia, imagens e vídeos.

Enquanto você cria suas categorias e as popula com os produtos apropriados, você começará a ver os padrões de lacunas naturais ou estoque excessivo em certas categorias. Faça com que essa informação seja insumo para o seu plano de vendas – procure novos produtos para preencher categorias sazonais ou categorias populares e volte-se para aqueles que não estão vendendo bem, ou mova alguns itens para uma seção promocional. Se você sempre faz um grande esforço para fazer a gestão do aumento de vendas e vendas cruzadas, sua taxonomia organizada fará com que você selecione os produtos apropriados num estalar de dedos. Até que você tenha tempo pra revisar seus dados de venda para determinar padrões de compra comuns, você pode utilizar os grupos de produtos para preencher essas lacunas.

Perguntas que não calam

Esses dias fui dar uma olhada nas expressões de busca que as pessoas utilizaram nesses últimos 4 anos (na verdade 2, pq comecei a escrever mesmo há 2 anos) e acabaram caindo aqui no blog. Selecionei algumas perguntas mais frequentes e outras nem tanto assim, mas que considerei interessante responder:

leituracomo melhorar leitura   11
como melhorar a leitura            173
como melhorar sua leitura        22
como melhorar a sua leitura      5
melhorar leitura            23
melhorar minha leitura  12
como melhora minha leitura      7
como melhorar minha leitura?   5
como melhorar minha leitura     66
como melhorar a minha leitura  17
Total: 341

Resposta: Lendo. De preferência desde cedo.

Ler parece irresistível.

Já notou que lemos o tempo todo?

Lemos até mesmo coisas que não entendemos (bulas de remédio), não temos o mínimo interesse (frascos de xampú) ou que nem sequer sabemos porque diabos estamos lendo aquilo (dicionários).

A necessidade de leitura está sempre ali: ela só não está sendo suprida devidamente.

Nossos olhos seguem as letras e palavras por onde quer que elas estejam, o tempo todo. Isso é instintivo assim que temos consciência de que somos pessoas alfabetizadas. Nosso cérebro pede por essa decodificação instantâneamente e não temos como impedir ou simplesmente não querer isso. Ler pode ser instintivo, mas não é o suficiente. Não é a toa que analfabetismo funcional é uma realidade. E é justamente combater esse analfabetismo funcional que deveria ser uma das grandes preocupações da nossa profissão.

A dificuldade na leitura vem de uma base educacional muito fraca nesse sentido, em que as pessoas desde que são alfabetizadas aprendem que são obrigadas a ler. O estudo é uma obrigação e muitas vezes temos mesmo que lidar com matérias que não são do nosso interesse. Isso acaba se tornando massante e desinteressante posteriormente (ao longo da vida) e então as pessoas acabam buscando por outras coisas. Ler fica marcado para sempre como uma atividade desinteressante, quando na verdade não é.

Se você não tem coragem de encarar um livro de primeira, leia coisas menores como revistas e jornais. Se você não teve a oportunidade e a sorte de ter sido estimulado a ler desde criança, comece lendo coisas que você gosta e que te interessem mais, talvez gibis, quadrinhos, contos de terror, contos pornográficos, enfim, isso vai de cada pessoa. Depois você naturalmente parte pra outras leituras. Ou não né? rs.

Comentário: Uma das expressões de busca que mais caíram aqui no blog. As pessoas querem ler melhor mas não sabem como. Cadê os bibliotecários?

bibliotecário o que faz  35
bibliotecario o que faz  8
o que faz o bibliotecario           10
o que faz um bibliotecario        58
o que faz um bibliotecário        38
o que faz um bibliotecario?       15
bibliotecaria o que faz  10
o que faz uma bibliotecaria       16
o que faz biblioteconomia         13
o que faz um biblioteconomia   13
o que faz um biblioteconomista 8
quais são os profissionais que trabalham em uma biblioteca 8
Total: 224

Resposta: Acho que já respondi a essa pergunta no post Tipos de Bibliotecários – O que faz um bibliotecário?. É um post bastante frequentado.

Comentário: Acho que as pessoas podem se fazer essa pergunta por simples curiosidade mesmo ou também pra ver as possibilidades de trabalho na área, pra poder decidir se é interessante prestar vestibular. Curioso notar a questão de gênero: as pessoas buscam mais por “o que faz um bibliotecário” do que “o que faz uma bibliotecária”.. Por que será? Será que mais homens tem procurado saber sobre a profissão? Talvez, talvez não. Por último: biblioteconomista não. Bibliotecário ou bibliotecária, apenas. O termo biblioteconomista até pode estar correto, mas definitivamente não é o meu preferido.

bibliotecário o que é     11
o que e bibliotecario     9
o que é bibliotecário     8
o que é bibliotecario     32
o que é um bibliotecario           15
o que é bibliotecaria     12
o que é biblioteconomia           43
Total: 130

Resposta-comentário: Foram poucas as vezes mas também apareceu a pergunta: “quem pode ser bibliotecário?”. In strictu sensu mesmo, bibliotecários e bibliotecárias são pessoas portadoras do diploma de bacharel em Biblioteconomia que, preferencialmente atuam profissionalmente em bibliotecas. Apesar de que: 1. Muitos, depois de graduados, não fazem jus o diploma que tem; 2. Nem todo bacharel em biblioteconomia trabalha necessariamente em biblioteca.

Referente a concursos públicos, me parece que para vagas de bibliotecário / bibliotecária, apenas portadores do diploma de bacharel em biblioteconomia podem tomar posse do cargo. E bem, a princípio, pra trabalhar em bibliotecas de qualquer tipo a pessoa deveria ser formada em biblioteconomia, embora a realidade não seja bem essa.

Também aparece muitas vezes a pergunta “bibliotecário só trabalha em biblioteca?”. Bem, essa não é uma regra, muitos bibliotecários procuram por campos de atuação relacionados, envolvendo-se com editoras, publicações, com comunicação e áreas correlatas, com setores administrativos de grandes empresas, etc. Nem todo bibliotecário trabalha necessariamente em bibliotecas, mas fica uma dica: se você detesta bibliotecas, sugiro sinceramente que você procure outro curso ou qualquer outra coisa pra fazer da sua vida.

fonte boa para leitura 9
melhor letra para livro 11
melhor fonte para livro 11
qual é a melhor fonte para leitura 9
Total: 40

Resposta-comentário: Depende do seu objetivo. Leitura onde? Na tela? Num e-book? Papel impresso? O texto é longo? Geralmente estas expressões caem no post: Quais as melhores fontes para ler em pdf? E em livro/papel impresso?

o que se faz numa biblioteca 10

Resposta-comentário: Lê jornais, revistas. Dorme no puffe. Lê livros, depois os leva pra casa. Faz cursos. Toma um cafézinho da máquina. Procura sobre qualquer coisa na Internet. Pede ajuda pra aprender a mexer em um programa. Dorme na mesa. Conversa com colegas.  Procura emprego e oportunidades. Conta histórias. Crianças ouvem histórias. Dá idéia para cursos, palestras, debates, exposições. Pega um filme em DVD pra levar pra casa. Joga xadrez, dominó e outros jogos. Joga qualquer tipo de RPG. Estuda pro vestibular. Discute política. Se reúne com amigos. Faz pesquisas muito refinadas em bases de dados do mundo inteiro. Pede ajuda pra fazer uma pesquisa. Dorme entre as estantes. Debate literatura. Se reúne com o grupo de pesquisa. Cria comunidades. Faz pesquisa sobre qualquer coisa (qualquer coisa mesmo). Estuda pro concurso. [Em centros culturais] Vê exposições, shows, concertos, filmes, peças de teatro. Joga conversa fora. Conhece gente nova. Cria significado.

Em uma biblioteca se pode fazer tudo e nada

19142385

 

O Facebook ainda não acabou?

Ontem eu li o texto da Marcela (O que acontece se você deixar de curtir no Facebook?) e parei pra reavaliar meu relacionamento com esta rede. Não fiz nada como ela por hora: não testei empiricamente o que aconteceria caso eu parasse de dar curtidas nas publicações. Mas o curioso é que no dia anterior de ler a postagem dela, eu já meio que tinha decidido largar mão da rede. Ao longo do uso da rede, já fiz isso umas duas ou três vezes e sinceramente não senti tanta falta assim. Sério. Consome muito do meu tempo e não me traz um retorno que eu considere razoável, por hora. Só permaneço lá por conta de algumas – poucas – pessoas, apenas.

How-to-find-the-ideal-partner-on-Facebook
Minha relação com o facebook é que nem aquele relacionamento que você não aguenta mais, mas não consegue terminar de vez.

Em relação à métricas, mais voltado para empresas, acho que o Tarcízio Silva tem publicado bastante sobre isso nos últimos tempos e tenho o acompanhado pelo Twitter. Tive aula de mídias sociais na pós com a (ótima) Regina Fazioli e acho que esse é um campo de trabalho interessante pra quem é de biblio, pois nas métricas é possível trabalhar com categorização e padronização da linguagem natural utilizada na rede e isso qualquer graduando em biblioteconomia aprende em disciplinas de linguagens documentárias. Como o Tarcízio comentou, com grifo nosso:

Neste momento, monitoramento e pesquisa digitais que englobem o Facebook se aproximam ainda mais da pesquisa acadêmica e de áreas que envolvam a compreensão profunda das estruturas linguísticas e discursivas, além da organização da informação. Áreas como linguística de corpus, sociolinguística, text analytics, computação social, NL (processamento natural da linguagem) tornam-se mais importantes. Como o Facebook vai deixar parte do trabalho “às cegas”, é importante ter o máximo de domínio destas técnicas em grande escala (big data) para que os dados sejam o mais precisos possíveis e as estratégias e táticas resultantes deem resultado.

Como não trabalho com social media e não posso falar disso com tanta propriedade quanto todo o pessoal citado acima, pessoalmente posso dizer que tenho achado a rede improdutiva (pra não dizer chata mesmo). Conservadora demais. Convencional demais. Limitante demais. Não mantenho meu Facebook organizado e nem atualizado então o que existe lá é só o caos – no máximo filtro gente que quero e não quero seguir. Só não desativo a minha conta pois a maioria das pessoas ainda não debandaram de lá. Imagino que em alguns anos isso aconteça – como aconteceu com o Orkut – ou que no mínimo a rede se transforme em outra coisa até então não imaginada (hey, não sou boa futuróloga também então nem vou me arriscar a pensar nisso).

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Gestão de conteúdo na rede, gotta catch ‘em all, mas a gente sabe que se estiver tudo zoado é meio que humanamente impossível.

Lembro de um casal de amigos que gosta muito de tirar fotos de viagens e colocavam tudo – tudo mesmo, inclusive informações importantes e relevantes em comentários, textos e fotos – sobre as viagens que faziam em suas respectivas contas no Facebook. Olha só: publicar coisas na rede não é errado, mas caso você pense em reter ou procurar aquilo tudo no futuro, considero arriscado. O que as pessoas não se atentam muito é que as redes tem mais um aspecto comunicacional e de networking do que de busca e recuperação propriamente dito. Pra mim, a recuperação de qualquer informação que eu tenha publicado no Facebook é bem precária. Também não posso organizar as coisas da forma que eu quero, mas dentro do que a rede me limita. Não existe uma busca eficiente, nem uma visualização eficiente (e quando chegar em, sei lá, 30 anos de linha do tempo, vai continuar do mesmo jeito? Sério? Sem tags, nem nada?).

Enfim, em uma conta pessoal considero bem complicado fazer essa gestão de conteúdo. Por isso acho inseguro apostar todas as suas fichas somente na rede. Pra isso, acredito que existem os blogs, sites e outras plataformas pessoais de gestão de conteúdo próprio. Facebook é bom para empresas porque elas pagam por isso. Pra mim ele é bom pra saber o que meus colegas estão fazendo, onde estão indo, que tipos de projetos tem tocado. Acho impossível saber de absolutamente tudo o tempo todo (gotta catch ‘em all, etc). Encontrar-se periodicamente também não é tão simples quanto parece (se aqui em São Paulo já é difícil, fica ainda mais em se tratando de amigos e colegas de outros Estados).

A rede me é útil no sentido de que ela permite essa comunicação rápida e encurta essa distância e flexibilizando um tempo que não tenho. Não é o ideal, mas é melhor do que nada e é o que temos agora.