Mini-curso básico de SEO para LinkedIn

A ideia desse mini-curso surgiu de uma inquietação que me surgiu quando vi um oferecimento de mini-curso para a Plataforma Lattes. Sugeri à prof. Valéria Valls da FESPSP, que fosse também ministrado um mini-curso voltado para o LinkedIn e me ofereci para ministrá-lo. Ofereci esse curso pois vejo muita gente utilizando a ferramenta de forma não tão otimizada assim e gostaria de poder ajudar as pessoas com isso, de verdade.

Ao começar a criar o conteúdo para aula, fiz uma auto-crítica e percebi que eu também precisava fazer a minha lição de casa. Nunca parei pra pensar nem tive regras muito definidas acerca das redes sociais que utilizo – profissionais ou não. Sempre fiz tudo, minha gestão de conteúdo inclusive, de forma completamente orgânica e espontânea mesmo, sem um planejamento muito acertado ou rígido. Funciona? Claro. Mas não é lá muito otimizado.

O LinkedIn é hoje a maior rede social profissional, sendo frequentemente utilizada por headhunters e diversos profissionais de RH na busca por talentos. Este minicurso tem como objetivo auxiliar na criação de um perfil campeão no LinkedIn e ajudar a compreender como os metadados podem te ajudar a ser visto e encontrado nessa grande rede social profissional. Chega de colocar “desempregado” ou “em busca de novas oportunidades” no título principal né? Acredito que podemos ser melhores que isso se realmente quisermos deixar nossa marca no mundo – seja ela qual for.

Entre as abordagens trataremos sobre: indexação e SEO (como as palavras podem te ajudar a se posicionar melhor na recuperação do motor de busca da rede), postura e imagem profissional online (branding), criação de posts relevantes e gestão de conteúdo, monitoramento de empresas, vagas de trabalho e networking online. O minicurso fará parte do Seminário anual que acontece na FESPSP. Para se inscrever, é só clicar aqui.

Até breve!

 

Categorias de Papelaria para e-commerce

Categorizar e classificar qualquer tipo de coisa é sempre um desafio, não importa o tema. Quando tratamos de miudezas, agrupá-las de forma minimamente coerente parece ser um desafio maio ainda. Em plataformas de e-commerce, a taxonomia e a organização deste tipo de informação ainda é bem incipiente, uma vez que muito frequentemente a busca é a maior privilegiada. De qualquer modo a organização dos itens de forma lógica ainda é um atrativo pra quem é menos objetivo na hora de realizar compras online e navega pelo site com frequência, afinal, uma página de produtos não deixa de ser uma vitrine e às vezes queremos “só dar uma olhadinha” no sortimento, não?

Pensando nisso, resolvi fazer uma breve pesquisa apenas com o objetivo de verificar como alguns e-commerces organizam seu departamento de papelaria. Selecionei 12 lojas nacionais, sendo 7 especializadas (ou seja, papelarias mesmo), 3 empresas de varejo geral e 2 livrarias, que também vendem itens de papelaria. Embora os perfis das lojas sejam distintos, foi possível encontrar um pequeno padrão.

Neste estudo analisei apenas a nomenclatura das categorias apresentadas, deixando as subcategorias para uma segunda parte do trabalho – que é bem mais complexa e aprofundada, pois se trata menos de conceitos e mais de tipos de produtos específicos e reais. Num exemplo rápido: ao invés de encontrar apenas “Material de Escritório” (conceito geral), encontramos “Fragmentadoras” e “Grampeadores” (produtos específicos).

Destas 12 lojas, foi levantado um universo de 173 categorias de papelaria, onde 132 apresentaram repetição e frequência. Para fazer o tratamento e agrupamento dessas categorias, usei a técnica de Análise de Conteúdo (Bardin, 2010) e cheguei em 9 categorias principais (consideradas mais frequentes) e 10 categorias secundárias (menos frequentes).

Categorias Principais Categorias Secundárias
[15.15%] Escritório
[12.87%] Arte e Artesanato
[10.60%] Informática
[9,09%] Papéis, Envelopes e Etiquetas
[8.33%] Material Escolar
[6.06%] Mochilas, Estojos e Lancheiras
[6.06%] Presentes
[5.30%] Escrita e Corretivos
[4,54%] Cadernos e Agendas
[3.78%] Eletro-Eletrônica
[3.03%] Cartuchos de Impressão
[3.03%] Jogos/Games
[2.27%] Alimentação
[2.27%] Embalagens
[1.51%] Álbuns
[1.51%] Limpeza
[1.51%] Higiene
[1.51%] Telefonia
[1.51%] EPI

Em verde estão as categorias-conceito e em azul as categorias-produto. As categorias principais e de maior frequência são o “feijão com arroz” de qualquer papelaria, são os materiais básicos. Já nas categorias secundárias, geralmente vemos tanto conceitos quanto produtos que geralmente não são muito comuns, sendo considerados mais “extras” ou muito específicos em uma papelaria. Mas a partir destas informações, já é possível desenhar o que é imprescindível para uma boa categorização e o que pode ser considerado opcional. No entanto, isso tudo varia com o propósito do negócio e com a cultura da empresa em questão.

O próximo desafio é verificar e fazer o levantamento de quais tipos de produtos comporiam “Escritório”, também se preocupando com a duplicidade de produtos em diferentes categorias, verificando a sua viabilidade enquanto categoria. Um exemplo rápido: o produto “Caneta” poderia facilmente fazer parte das categorias “Escritório”, “Material Escolar” e “Arte e Artesanato”. Mas como se trata de um produto com muita relevância e que precisa estar em destaque devido a possuir um sortimento mais variado, é elevado ao status de categoria em “Escrita e Corretivos”. Isso acontece com frequência em categorizações e precisa ser verificado caso a caso, pois como já mencionei, pode ser customizável de acordo com regras de negócio.

A segunda parte do trabalho vai ser o de verificar os tipos de produto que compõem as categorias, seus possíveis filtros e demais atributos.

 

 

 

Lista de Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações

Estou fazendo uma pesquisa e resolvi fazer uma lista das Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTDs) de acordo com os programas de pós-graduação que listei neste outro post. Ou seja, nessa lista só vão ter BDTDs das universidades que possuem programas em CI. O recorte é meu, mesmo.  Não acho que exista nenhuma lista assim online, então estou fazendo isso pra facilitar. Caso algum link esteja errado e alguém saiba o correto, favor manifestar-se nos comentários. Agradeço desde já. Segue:

UNB – http://www.bce.unb.br/bibliotecas-digitais/repositorio/teses-e-dissertacoes/
USP – http://www.teses.usp.br/
UDESC – http://www.tede.udesc.br/
UEL – http://www.bibliotecadigital.uel.br/teses_dissertacoes.php
UNESP – https://www.athena.biblioteca.unesp.br/F/?func=find-b-0&local_base=BDTD
UFBA – http://www.bdtd.ufba.br/new_bdtd.htm (Não está funcionando)
UFPB – http://tede.biblioteca.ufpb.br/?locale=pt_BR
UFMG – http://www.bibliotecadigital.ufmg.br/
UFPE – http://www.repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50
UFSC – https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/74645
UFSCAR – https://repositorio.ufscar.br/
UFC – http://www.teses.ufc.br/
UFPA – http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/2289
UFRJ – https://minerva.ufrj.br/F?RN=681702743
UFF – http://www.bdtd.ndc.uff.br/tde_busca/index.php/ (Atualmente invadida por um grupo turco)

 

 

 

Oficina de Introdução à História da Arte

Criei esse post só como desculpa pra usar a imagem aí de cima e também pra colocar numa página só os 4 posts que fiz sobre um curso de história da arte em 2011. Segue:

Oficina de Introdução à História da Arte – 10/02/11 [4 de 4]

por Alphonse Mucha
Anúncio da Moët & Chandon por A. Mucha

Faz tanto tempo que assisti essa aula, que acho que não lembro direito do que foi dito. Acho que não registrei muito bem por que achei uma das aulas menos interessantes, talvez por que a especialidade da professora não seja exatamente arte contemporânea. Na última aula de História da Arte que tive, entramos no século XX, onde existia a busca por novos padrões, novas inquietações e também movimentos artísticos mais locais.  A professora nos recomendou Ernst Gombrich, que é um dos principais autores da história da arte. Entre os artistas da virada do século estão Picasso, DuchampPollock.

Foram relembrados alguns movimentos artísticos que existiram quando da Belle Époque, do final do séc. XIX, que é na verdade uma das épocas que mais gosto, onde a Art Nouveau se populariza e também a Art Decó. Na verdade sempre tive esse questionamento da diferença entre esses dois movimentos, queria entender a diferença entre Art Nouveau e Decó. Pelo que diz na Wikipédia, “a simetria linear da Art Decó era um afastamento distinto dos pastéis e curvas orgânicas assimétricas fluídas de seu estilo predecessor, a Art Nouveau”. Eu entendia que existia uma relação, só não sabia de que modo: uma negando a outra. A Art Nouveau foi muito influente na arquitetura, principalmente na criação de grades e mobiliário e também nas propagandas na Europa. Entre os artistas relembrados pelo estilo estão

A Arte Moderna parece acontecer em um período de transição entre os séculos XIX e XX. Entre os artistas desse período foram citados Paul Cèzanne (Le joueurs de cartes; Mulher com cafeteira; Mont-Saint Victorie), Van Gogh que foi visto com um olhar mais demorado, uma vez que sua biografia é quase tão importante quanto suas obras (solitário, sofria de epilepsia, depressão e surtos psicóticos, o que o causou a cortar a própria orelha). Na Wikipédia está escrito que

Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, cometendo suicídio.

Branches with Almond Blossom, por V. Van Gogh

Me parece complicado. Van Gogh entendeu que a natureza não precisava mais ser imitada pois nesse período a fotografia popularizou-se. Suas obras ficam entre o expressionismo e o Impressionismo. Entre as suas obras mostradas nesta aula estão: Comedores de batatas; O quarto de van gogh; Noite estrelada; A vinha vermelha (que gostei muito) e Terraço do Café em Arles à Noite. Entre os artistas modernos também foi citado Henri Matisse e suas obras La Deserte (1908), Banhistas na Margem do Rio e A Dança. A maioria dos artistas do início do século XX, embora detenham linguagens diferentes de expressão, segundo a professora Luciane “não inventam a roda, mas cada vez mais têm inquietações compartilhadas”.

A Arte experimental aparece junto com o Expressionismo no início do século XX. A forma de se expressar se transforma durante o período entre guerras. O contexto histórico influencia cada vez mais diretamente nos processos criativos dos artistas da época. Alguns artistas foram analisados, mas não sei se se inserem nesse contexto especificamente. Entre eles estão: Edvard Munch, que tem O grito (1893) como sua obra mais conhecida; Oscar Kokoschka viveu 90 anos, passou pelas 2 guerras, entre suas obras selecionadas para mostra na aula estão Bride of the wind e Knight Errant; Kathe Kollwitz, em suas obras – gravuras, esculturas e xilogravuras – exibia a condição humana na metade do século XX.

Retrato de Dora Maar, por Pablo Picasso

Sempre gostei muito das obras de Mondrian mas até esta aula, eu não sabia identificá-las direito e nem contextualizar esse movimento chamado Neoplasticismo (que buscava pela simplificação da forma) direito no tempo. Entre as obras de mondrian que nos foram exibidas estão: “Composition in Blue-B“, “Composition with Gray and Light Brown“, “Composition A” (1920), Composition II in Red, Blue, and Yellow (1930). Também gostei da Gray Tree, que encontrei na Wikipédia. Entre os artistas mais conhecidos, vimos rapidamente obras de Pablo Picasso, que é considerado um ícone da arte do século XX e também do movimento chamado Cubismo. Picasso teve diferentes fases na sua carreira, chamadas como “fase azul”, “fase rosa” entre as obras expostas em aula estão Violin and Guitar; Les Demoiselles d’Avignon, deboche, (ambiguidade); Guernica (1937); “Os 3 músicos”; “Menina lendo livro na praia”; e tem também as pinturas de Dora Maar que também gosto, Dora Maar au Chat, Dora Maar seated, Dora Maar’s portrait;

No século XX, ampliam-se os movimentos artísticos surgindo também o Dadaísmo, o Surrealismo, o Expressionismo Abstrato e a Arte Conceitual.

A Fonte, de M. Duchamp

Gostei de conhecer mais sobre Marcel Duchamp, que era considerado um artista do dadaísmo e surrealismo. Era enxadrista e possuía várias inquietações enquanto artista. O pensamento e o questionamento tinham importância fundamental em seus trabalhos, que levavam a questionar “o que é obra de arte?” surgindo a partir desta pergunta, o ready made – que trabalha também com o campo conceitual – com a sua obra A Fonte (1917). Nos foi contado que a exposição temática estaria aberta para qualquer tipo de obras, sem restrições, mas quando os organizadores receberam A Fonte, ficaram chocados, sem saber o que fazer só para, depois de muita discussão, decidir incluí-la. Para Duchamp, a reflexão é o objetivo da obra e a confrontação com algo novo e inesperado levava a isso. Foi ele também quem fez o bigode na Monalisa entre outras obras como “Nu descendo a escada” (1912) e “O grande vidro“.

A Pop Art só se torna possível por conta de Duchamp e nos traz artistas como Andy Warhol, Roy Lichtenstein e Jasper JohnsJackson Pollock: expressionismo abstrato, action painting, pinturas que lembram fractais, como a Eyes in the heat. Nos anos 60 surge a Land ou Earth Art, com lugares como Spiral Jetty e Broken Cicle. Outros artistas mais contemporâneos na área de escultura também foram vistos: Giacometti: The Couple (1927), Spoon Woman, The palacce at 4 a.m. (1932). Alexander Calder: criador de móbiles e obras que se adaptassem ao entorno, espacialidade. Finalizando, são vistas as obras de artistas ainda mais contemporaneos como Damien Hirst, que por alguns é considerado marketeiro por ter causado polêmica com a sua caveira de diamantes; E Gottfried Helnwein e Hubert Duprat com suas instalações e seus casulos de ouro. Estes são os artistas que foram citatos no curso, mas basta procurar pra encontrar vários outros Internet afora, de vários lugares do mundo.

Oficina de Introdução à História da Arte – 8/02/11 [3 de 4]

(Originalmente publicado em 7 de março de 2011)

Esta antepenúltima aula foi a que eu mais gostei porque acho que foi a que teve mais referências de estilos artísticos que eu até então podia até ter ouvido falar, mas desconhecia o nome propriamente dito. Foi uma aula  meio corrida (bem, não tinha como ser de outro jeito, acho), mas ainda assim, uma das melhores. No geral vimos Maneirismo, Barroco, Rococó, Neoclássico, Romantismo, Realismo, Impressionismo e no finalzinho da aula ainda deu tempo de vermos rapidinho o que era o Memento Mori.

Esta aula começou com “o fim” (heh) do Renascentismo, que foi por volta de 1527, mais ou menos mesma época que o protestantismo começou a surgir. Nesta época, surgiu na Europa o Maneirismo (a palavra deriva do termo italiano maniera, “maneira”, indicando o estilo pessoal de determinado autor) e a partir de então, as transformações no mundo começam a ficar mais rápidas, inclusive as mudanças na arte: os movimentos artísticos a partir de então só se pluralizaram. Mas ainda nesta época a religião cristã tinha forte influência na arte.

O Maneirismo, apesar da difícil caracterização, tem algumas marcas distintivas que de certa forma vão de encontro ao que se via no Renascentismo: a substituição da harmonia pela dissonância e desequilíbrio; substituição de razão por emoção; substitui realidade por imaginação; instabilidade (figuras suspensas) ao invés de equilíbrio, há uma certa “confusão” na linguagem pictória, muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo; diagonalidade na composição; espaço pictório cheio ou um vazio no centro da pintura; cores pálidas e menos vibrantes; e surge também a importância dos jardins e entornos.

Amor Vincit Omnia, Caravaggio

São exemplos de artistas maneiristas (ou que adotam algumas características maneiristas):

Sei que a imagem que coloquei pra ilustrar o maneirismo não é exatamente uma referência do estilo, mas foi a que eu mais gostei. Me parece também que em relação ao que eu vi anteriormente a quantidade de obras – e de artistas – aumentou bastante. E a tendência é só aumentar mesmo.

Depois do Maneirismo vamos para o Barroco (Fim do Séc. XVI a meados do Séc. XVIII), que retrata parcelas da sociedade e instabilidades da época. O termo “barroco” foi usado como pejorativo por muito tempo, talvez por causa das características exageradas do estilo: monumentalidade das dimensões, opulência das formas, excesso de ornamentação… Quanto mais cristão o tema, mais excessivo. É uma época de descobrimentos e muitos conflitos, já começam as colonizações, a globalização já é uma realidade e o protestantismo começa a se estruturar. Diferente do Renascimento, no Barroco existe essa constante busca por grandes efeitos. Um filme que retrata um pouco do que seria a época do Barroco é o “Moça com Brinco de Pérola”, sobre o pintor holandês Johannes Vermeer.

Como a Luciane tem estudado o material ouro há algum tempo, citou Bernini – que também era arquiteto – como referência de escultura Barroca. Entre suas obras mais conhecidas encontramos: “A Verdade”, “Apolo e Dafne”, “O êxtase de Santa Teresa“, “Fonte do tritão“. A pintura barroca ainda era muito doutrinária e a arquitetura barroca era sacra ou palaciana, sendo muito utilizada pela igreja. Caravaggio – também considerado maneirista –  tinha obras que podem ser classificadas como barrocas, como “Davi vitorioso”, “os peregrinos de Emaú” e “São Matheus e o anjo”. Segundo a professora, na França foi onde existiu um barroco ‘mais leve’ e no Brasil, muita gente já aprendeu sobre as obras de Alejaidinho e no estilo barroco brasileiro que integra pintura, escultura e arquitetura. Algumas obras barrocas no geral também podem ser consideradas tão excessivas que às vezes beiram ao Rococó. Alguns exemplos de artistas do período barroco:

As Meninas, de Velázquez

Rococó (Final do Séc. XVII, início do Séc. XVIII) também é conhecido como ‘o barroco tardio’ e o termo também foi usado de modo pejorativo por algum tempo. No entanto os temas no Rococó adquirem mais leveza, mais alegria, mais clareza. A palavra Rococó vem do francês Rocaille, quer dizer concha e remete à ornamentação e decoração que neste estilo sempre foi excessivo. Se o Barroco era o excesso, Rococó é o excesso do excesso. Mas o estilo perde um pouco da religiosidade do Barroco, há uma maior teatralidade que reflete os valores burgueses e seu cotidiano, retratando frugalidades, jardins, eventos sociais. Notamos que Watteau é um artista característico deste estilo, quando observamos obras como “Os encantos da vida” (1718). Outras coisas começam a ter importância na pintura: a vegetação, o entorno, a nobreza. Outra obra que também representa essas características é “O Balanço” de Fragonard, que não tem como não ser um ícone Rococó. Entre outras obras do mesmo autor estão La Lettre d’amour e La Liseuse. A arquitetura no Rococó exige uma ornamentação mais exagerada, com mais dourado. As esculturas diminuem (para que a burguesia possa comprá-las), então criam-se bibelôs para se ter em casa e o uso de porcelana e louça é intenso. Um filme que retrata bem a época em que o estilo rococó estava em alta é o “Marie Antoinette” (2006), da Sofia Coppola.

Até então, os movimentos artísticos que surgem parecem sempre estar negando o movimento anterior. E isso acontece de novo quando o estilo Neoclássico (Final do Séc. XVIII) surge no período pós-revolução francesa, como uma reação aos exageros e dramaticidades do Rococó e Barroco. Com o neoclássico, o ideal de beleza retorna, o olhar se torna mais crítico e é um período de muito academicismo, o que faz com que o estilo clássico, grego e de arte greco-romana, retorne com força total. E este estilo tem características academicistas, como ser muito ilustrativo e literário, juntamente com certo formalismo e linearidade. O estilo neoclássico conta histórias de heróis e pretende um equilíbrio de naturalismo com idealismo. A pintura nesta época é menos desenvolvida, mas o estilo ainda encontra seus representantes como Jacques-Louis David, “A morte de Marat” (1793); Dominique Ingres, “Auto-retrato com 24 a.”, “Napoleão entronado”“A grande odalisca”, “O banho turco”, “A morte de Leonardo Da Vinci”. Antonio Canova (escultor), “Cupido e Psiquê”. Entre exemplos de arquitetura neoclássica podemos citar a Biblioteca Sainte Geneviève, em Paris e a Catedral de Helsinki, na Finlândia.  A impressão que fica é que a partir desde movimento os artistas começam a pensar não só nas técnicas, mas também a ter um olhar para a própria história da arte, que já está bem consolidada.

Foi a partir de um movimento literário e filosófico (Lord Byron, Jean Genet) que surgiu o Romantismo (Séc. XVIII a XIX) para depois aparecer nas artes plásticas. A partir desta época, as cenas religiosas se tornam cada vez menos populares. Apesar de ainda muito academicista o romantismo é marcado por extremos, os valores são outros como a boêmia, a percepção do “mal do século” que se opõe de certa forma ao racionalismo neoclássico. O romantismo retrata a sensibilidade, emoções e valores interiores, a questão de dramas amorosos, a morte heróica, o suicídio por amor. A arquitetura nesse período – em contrapartida com o neoclássico – não foi muito expressiva nessa época, excetuando-se a criação da Torre Eiffel em 1889 na França. Fora isso, acontecia a Revolução Industrial, onde utilizava-se muito ferro, vidro, etc. Entre os autores destacados do romantismo estão Eugène Delacroix e Francisco Goya. Delacroix acreditava que  “… nem sempre a pintura precisa de um tema” e além de ter criado obras como “A liberdade guiando o povo” e “A barca de Dante”, também foi um grande retratista. Fuçando na Wikipédia, achei muito lindo o “retrato de George Sand” e também o da “menina órfã no cemitério“. Nesta época os pintores começavam a ser mais politizados e isso é demonstrado no filme “Os Fantasmas de Goya” de 2006, que conta uma história ficcional da vida do pintor.

Quando chegamos ao Realismo (Segunda metade do Séc. XIX) podemos observar algumas características do  que ocorria com o mundo que influenciavam diretamente nas artes: o fracasso da Revolução Francesa; um capitalismo mais concretizado; o avanço dos processos tecnológicos; a influência das correntes filosóficas, com ênfase no positivismo; determinismo, evolucionismo, marxismo (Marx/Engels).. Isso tudo interferiu na arte uma vez que os artistas passaram a retratar temas sociais, de realidade popular, como quase que uma arte de documentação, sendo o Realismo um tipo de estilo pintura considerado politizado. Entre os autores:

Os Jogadores de Xadrez, de Honoré Daumier

Quando surge o Impressionismo (Século XIX) os artistas começam a discutir mais “a arte enquanto arte”. Foi a primeira vez na história da arte que artistas de um determinado estilo artístico escreveram um manifesto, defendendo o estilo. A partir de então os MOVIMENTOS de arte começaram a ser mais plurais e a arte realmente começou a ser mais debatida em questão de técnicas, de mistura de cores, de uso de produtos químicos e outras possibilidades. Um dos principais nomes do impressionismo é o de Claude Monet que produzia imagens que eram formadas por cores que se sobrepunham (“Sol Nascente“). O impressionismo não se importava com o realismo ou com a academia, sendo contra a cultura tradicional e deu origem à técnica de pontilhismo. Entre seus nomes expoentes estão:

Na continuação e última parte da oficina, começaremos a partir do século XX, onde a arte cada vez mais nos ensina a pensar, refletir e provoca questões como um todo.

Parte especial da aula: Memento Mori (séc. XIX). Olhando na Wikipédia eu descobri que, na verdade, existem vários tipos de “Memento Mori” como o Ars Moriendi e Danse Macabree, pra citar dois. Acho que este tipo de arte nos remete aos egípcios, que gostavam de preservar seus mortos com a mumificação e criação de tumbas adornadas. Mas no séc. XIX o Memento Mori popularizou-se através da fotografia. A Fotogragia Post-Mortem era utilizada para retratar o último momento do ser amado e isso aparece no filme “Os Outros“, e em um filme japonês, mais recente, chamado “Departures“. Existem vários tipos de arte memento-mori, inclusive com esculturas, onde podemos citar o Ossuário Kostnice, na Republica Tcheca.

Oficina de Introdução à História da Arte – 3/02/11 [2 de 4]

(Publicado originalmente em 13 de fevereiro de 2011)

O segundo dia da Oficina não foi no Museu Victor Meirelles, mas na Fundação Badesc, que fica próximo ao Teatro Álvares de Carvalho. Fiquei que nem uma barata tonta tentando achar onde era o lugar e não conseguia me situar, pois também não tinha pegado o endereço do local antes de sair de casa (genial..). Depois que cansei de andar em torno do Alvares de Carvalho sem achar nada, entrei ali no teatro e perguntei pra um guardinha onde ficava o lugar e ele me explicou direitinho. Cheguei uns 10 min. antes de começar e já tinha bastante gente por lá.

A professora Luciane falou um pouco mais sobre a ordem dos cavaleiros Templários e dos esforços que eles fizeram pra liberar Jerusalém dos muçulmanos. Sem contar de toda a influência dos reinos do oriente na arte ocidental. Mais ou menos nesta mesma época também ocorre a ascenção de Veneza, que quase que não era considerada como parte da Itália. As Cruzadas foram importantes não apenas pelas trocas de culturas, mas também pelas trocas comerciais, de bens, enfim, trocas com a arte Bizantina. Nesta época, a capital do mundo era França, que na Europa era muito forte e representativa.

Catedral Sainte Chapelle, Paris

Neste momento, chegamos à Arte Gótica (1100 a 1500 d. C.) que é particularmente forte na arquitetura, contendo características como verticalismo, o arco quebrado ou ogival, a abóbada de arcos cruzados e muitos vitrais. As principais catedrais que nos foram mostradas estão na França (Sainte Chapelle, em Paris), Alemanha, Inglaterra (Catedral de Lincolnshire, Lincoln) e também Espanha, existindo poucas catedrais deste tipo na Itália (Catedral de São Marcos, Veneza – Gótico Bizantino). Essa época marcou uma outra característica na história da arte: antes, tudo o que era relacionado à arte era estritamente coisa da nobreza/clero e agora a arte chegava aos populares através da religião. O gótico tardio, do pré-renascimento também marca o nascimento do capitalismo. Se formos notar essas obras de perto, podemos perceber que as filigranas e principalmente a rosácea que existe na maioria das basílicas, são traços artísticos que foram tomados “emprestados” dos orientais, muçulmanos e “convertidos” ao cristianismo. E então chega o período do pré-renascentismo e os nomes dos artistas começam a ficar mais evidentes.

No século XIII – que seria mais ou menos a época do pré-renascimento – a Europa vivia um período ruim, com muitas pestes e baixas na população. Um dos principais pré-renascentistas foi o escultor Nicola Pisano, que pode ser considerado o fundador da escultura moderna. As esculturas ainda eram de cunho religioso, bastante emocionais e expressivas. Cimabue, pintor e criador de mosaicos florentino,  é considerado o último pintor da escola bizantina. Podemos enxergar estas referências em sua madona, Maèsta (1280), que não tem perspectiva e usa-se muito ouro. Aluno de Cimabue, Giotto também é considerado pré-renascentista, tendo uma visão um pouco mais humanista, com mais emoção e sentimento que seu mestre. Nesta época na Europa começou a surgir oficinas, guildas, ateliês e os artistas tinham cada vez mais importância. O pré-renascentismo também foi um período de muita inovação e ousadia nas artes. Simone Martini, em sua “Anunciação” inova ao pintar uma representação tridimensional, com perspectiva. Começamos então a poder falar de uma “gramática artística”, ainda que com muitas características bizantinas, orientais.

Sim, você já viu isso em algum lugar. É o Nascimento de Vênus, do Botticelli

Botticelli, pintor renascentista da escola florentina,  tem como as obras mais conhecidas o “Nascimento de Vênus” (acima) e a “Primavera”. Ao contrário de outros artistas, Botticelli retrata cenas mitológicas e a iconologia também é bastante forte em suas pinturas. O humanismo / antropocentrismo, a morte ao feudalismo e ascenção da burguesia, marcam o início do Renascimento (Séc. XV e XVI). Pra me situar um pouco no tempo, em 1450 ocorreu a invenção da imprensa de Gutenberg. A invenção de três artefatos também tiveram muita influencia no mundo das artes no começo do renascimento: a tinta à óleo, a tela e a imprensa, que permitiu uma melhor viabilização das traduções de vários manuscritos antigos em grego, para a língua mais moderna utilizada na época: o latim.

Na arte  surgiram com ainda mais força:  os autoretratos, as assinaturas de obras (a importância do artista), Biografia de artistas (fama). Nomes importantes: Vasari e Zuccari (pintores e arquitetos italianos); Donatello (escultor florentino, “Niccolo da Uzzano”); Fra Angelico, pintor, era um frade, o que influenciava em muito as suas obras, uma vez que não era um artista apenas que pintava, mas sim, um homem religioso, que compartilhava de sua fé através da arte. Gostei muito “das Anunciações” (ele fez várias). Ticiano é um pintor e retratista, que começou a ser estudado há pouco tempo. Suas obras mais conhecidas são a Vênus de Urbino e a Alegoria do Tempo. Rafael foi um pintor que faleceu jovem, com 37 anos. Foi ele quem pintou o afresco da “Escola de Atenas” (com Platão e Aristóteles) e a “Madona Sistina” (com os anjinhos da Fiorucci). Verrochio (pintor e escultor, início da retratística), era mestre de Leonardo Da Vinci e diz-se da história de que no quadro “O Batismo de Cristo”, Verrochio mandou Da Vinci pintar os anjinhos que estão no detalhe a esquerda. Quando viu o resultado, achou os anjos tão perfeitos, que nunca mais voltou a pintar…

Senhora com Arminho, Da Vinci

Luciane considera – e não só ela, acredito – Leonardo da Vinci como um dos nomes mais importantes da era renascentista.  Ela destaca não só suas obras, mas também a personalidade do artista, que segundo seus pesquisadores tinha uma genialidade impulsiva, era extremamente produtivo e era extrovertido, sendo considerado “o arroz de festa” do Renascentismo (fazia de tudo e estava em tudo). Ninguém precisa saber muito de arte pra conhecer a tal da Mona Lisa (a.k.a La Gioconda) né? E também, depois de todo alvoroço por conta do livro, quem já não ouviu falar do quadro d’A Última Ceia? Ok, eu já tinha visto o Homem Vitruviano, mas eu não sabia que ele se chamava assim! Podemos perceber também que nas pinturas de Da Vinci as composições triangulares eram comuns, com o exemplo do quadro da Virgem dos Rochedos. E isto é apenas parte do trabalho dele, que além de pintor era escultor, arquiteto, músico, cientista, matemático, engenheiro, inventor, anatomista, geologista, cartógrafo, botânico e escritor. Uma vida só foi pouco pra ele.

Michelangelo, que era escultor, pintor, arquiteto, era o exato oposto de Da Vinci, pois tinha um temperamento muito explosivo e era de poucos amigos. As obras dele fazem parte do Renascimento em sua parte mais avançada. Diz-se que certa vez um bispo pediu que Michelangelo esculpisse um mausoléu, mas como nesta mesma época ocorria a queda da igreja católica e o quase início do protestantismo, e a igreja estava ostentando riqueza cada vez menos, o bispo resolveu cancelar o projeto da escultura. Michelangelo, claro, ficou furiosíssimo, falou que não ia fazer nada mesmo e ainda disse “se o bispo quiser, ele que venha me buscar!”, coisa que gente ajuizada nunca diria a um bispo naquela época. Mas né, depois de um tempo parece que o bispo foi, de fato, buscá-lo e então surgiu o projeto do teto da Capela Sistina, que Michelangelo acabou fazendo muito a contragosto. Ele não se achava um pintor, ele se achava um escultor… E assinava todas as suas obras de pintura como “Michelangelo, o escultor“.

Adão e Deus, detalhe da Capela Sistina, de Michelangelo

Este detalhe da Capela Sistina também tem controvérsias, pois alguns pesquisadores acreditam que Michelangelo quis pintar um cérebro no lugar de deus, ali à direita. Muitos estudos sobre a anatomia do corpo humano estavam sendo feitos esta época, por vários artistas…. Então tem gente que acredita nessa possibilidade. Outras obras que fazem Michelangelo conhecido são suas Pietàs (de composição triangular, também), a sua escultura de Davi e sua escultura de Moisés, a qual ele se sentiu tão realizado quando finalizou e achou a sua obra tão perfeita, que falou “Parla! Perché non parli?”, pois para ele a estátua só faltava falar. Uma outra obra importante sua foi “O Juízo Final”, que é considerado maneirista, quase pré-barroco.

Ao final da aula, a professora falou brevemente sobre o Renascimento fora da Itália, citando três artistas que ela considera mais importantes:  Dürer, que foi um pintor alemão, retratista. A obra mostrada que mais me impressionou foi a da lebre feita em aquarela. Ok, grande coisa é só uma lebre… Mas quem pinta (ou já pintou) em aquarela sabe o quanto é difícil – qualquer errinho já estragaria a pintura inteira – e esta lebre está perfeita, cheia de detalhes e sombra;  Jan van Eyck, pintor flamengo, que fazia suas pinturas a óleo. A mais impressionante com certeza é “O casal Arnolfini”. Olhando assim o quadro, ele parece não ter nada demais mesmo, mas no post deste blog, o quadro e todos os seus detalhes são esmiuçados e podemos ver o quanto essa pintura, pra época, é bem impressionante e cheia de significados; E por fim, Hieronymus Bosch, que eu já conhecia (e adoro muito), com as pinturas do Jardim das Delícias Terrenas.

Oficina de Introdução à História da Arte – 1º/02/11 [1 de 4]

[Originalmente publicado em 5 de fevereiro de 2011.]

Lembro que dia primeiro choveu e eu cheguei mais cedo no centro. Fiquei com medo de não saber onde ficava o Museu Victor Meirelles, mas não tinha muito erro – ano passado eu tinha trabalhado a 200m dali. Não foi difícil achar o lugar. A oficina de História da Arte começou às 19h e acho que o auditório do museu estava com quase 50 pessoas, que foi o número limite de inscrições. Dentre essas pessoas, uma biblio-amiga conhecida, a Paula, que está trabalhando no MIS, se não me engano.

Tudo o que vou escrever aqui é uma pequena parte do que vi no curso, misturada com opiniões e visões minhas. Particularmente, eu acho que participar do curso para ver o material disponibilizado na íntegra, esclarecer dúvidas e compartilhar o que se sabe com as outras pessoas uma experiência bem mais completa e interessante.

A ministrante, prof. Luciane Garcez, iniciou o curso fazendo rapidamente uma diferenciação da leitura da obra e da obra em si. Peguei uma frase no ar e anotei rapidamente “Contexto e biografia da obra – tais como data, momento histórico e outras variáveis sobre como a obra foi concebida – são importantes para o expectador, mas não para a obra”. Acho que se a gente for pensar nisso com um pouco mais de tempo, torna-se filosofia da arte e a discussão já envereda pra outros lugares.. Mas não era esse o propósito do curso. O que foi proposto foi um recorte histórico da arte ocidental européia.

Gravura no “Poço”, Lascaux, França

Os primeiros registros conhecidos são os de Arte Primitiva (17 a 35 mil a. C.) e os exemplos utilizados foram a Vênus de Willendorf e O Homem do Poço de Lascaux, no sul da França. Achei interessante esta parte do poço de Lascaux pois diz-se que o homem está desenhado na parte de mais difícil acesso da caverna, mas é o desenho que mais demonstra o embate entre animalidade versus humanidade. Quem desenhou talvez o tenha feito escondido; também pode ter feito como medida, pra exemplificar o tamanho do bisão em relação ao homem. Luciane diz que estas pinturas mais primitivas configuravam o que talvez fosse uma noção de mortalidade do homem primitivo (função de perda) e então ele pintava para registrar o que via.

Shedu assírio, século 8 a.C., Louvre, França

Logo depois de falarmos sobre arte primitiva, demos um salto de 5 mil anos, para a Arte Mesopotâmica (5.000 a. C), que foi desenvolvida pelos Assírios, Sumérios e Babilônicos, consistindo de esculturas de tótens onde a animalidade era mantida e tudo o que era feito tinha uma função mágica e ritualística muito importante para a época. Templos foram construídos e Estelas (pedras onde eram esculpidas – em baixo relevo – histórias de guerras, de hábitos)  também foram criadas.  Um outro exemplo que só me lembrei mais tarde, é o da Torre de Babel, que ficou famosa quando teve sua lenda relatada na Bíblia, se tornando um dos zigurates mais famosos da arquitetura mesopotâmica.

Máscara Mortuária do faraó Tutankhamon
Máscara Mortuária do faraó Tutankhamon

É difícil encontrar até hoje algum professor seja de história, artes ou ambos, que não seja apaixonado por tudo o que foi produzido pelo  Egito Antigo (2.700 a. C). Luciane diz que a arte desta época tem uma força cultural muito característica e resistente, que manteve-se por muito tempo. Independente dos incidentes históricos, os egípicos foram os que melhor preservaram sua cultura (e isso parece que ocorre até hoje). Aprendemos que a arte egípcia sempre fala do outro mundo, do além vida, e a arte funerária é muito importante. Na arquitetura os exemplos mais conhecidos: esfinges, múmias de faraós e as famosas Pirâmides do Egito, que até hoje ninguém sabe direito como foram construídas.

Vitória ou Nice de Samotrácia, Louvre, França
Vitória ou Nice de Samotrácia, Louvre, França

Os gregos são considerados racionais, inquietos, pesquisadores.. Antigamente a Grécia era  constituida de pequenos estados independentes que brigavam muito entre si. E todos os costumes e a personalidade deste povo refletia no que é a Arte Grega (VII a I a. C. ). Como os egípcios, eles também eram politeístas, mas diferente deles eram mais bélicos, muito políticos e tinham uma vida pública muito rica (apesar de as mulheres nunca terem tido voz ativa).  Apesar de existirem diferentes tipos de obras deixadas pelos gregos em Cerâmicas (onde se refletiam histórias, rotinas do dia-a-dia, batalhas) e Afrescos (pinturas feitas na parede, com os mesmos motivos), eles foram mais reconhecidos pelas esculturas (Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia, que estão no Louvre) e arquiteturas (Parthenon, como o templo mais conhecido).

Coliseu (80 d. C.), Roma, Itália
Coliseu (80 d. C.), Roma, Itália

Durante a aula, sempre nos era lembrado que os assuntos não foram escolhidos cronológicamente, mas sim, que muitas vezes, ao mesmo tempo em que acontecia um crescimento no Egito, Roma e Grécia também se desenvolviam. Tudo o que era produzido artisticamente dependia diretamente (muito mais intimamente do que hoje) da cultura, da religião e dos modos de viver do povo em questão. A Arte Romana (Séc. I a IV d. C.) foi muito influenciada pelos gregos, apesar de ser uma arte mais comedida, uma vez que os romanos eram ainda mais racionais. Me parece que Roma era considerada cosmopolita na época justamente por se apropriar das culturas dos povos que iam sendo dominados pelo império.. Isso parece ser um padrão de lugares denominados cosmopolitas. Além do exemplo do Coliseu, quando foi mencionado sobre os sistemas hidráulicos e de escoamento de água das Casas de Banho, lembrei-me de um livro que parei de ler na metade, “Criatividade e Grupos Criativos” do Domenico di Masi. Fiquei com saudades do livro na hora.

No I Século da Era Cristã, o cristianismo ainda era muito perseguido e na Europa o domínio religioso ainda era politeísta-pagão. Na retratística, os primeiros registros são os Retratos de El Fayum, que são retratos de múmias, devem ter sido produzidos quando da invasão do Egito por Roma. Referente à Idade Média (Séc. V a XV), nos foi recomendado um livro de Georges Duby, especialista em Idade Média, “O Tempo das Catedrais: a Arte e a Sociedade”.

Constantino, MAM, New York
Constantino, MAM, New York

Constantino converteu-se ao cristianismo e criou o Império Bizantino, que seria Constantinopla (existem tantos nomes diferentes pra designar a mesma coisa em história que eu não lembrava o quanto isso me deixava confusa..). Mas parece que é isso mesmo: na alta Idade Média, Constantinopla era cristã, pois tinha sido invadida; e na baixa Idade Média, os muçulmanos já retomaram o espaço, onde seria furutamente Istambul. Nesta parte da pré-Idade Média, o que a professora chamou de “Arte Paleocristã” foi dividida em duas fases: 1) Fase Catacumbal (forte simbologia, afrescos escondidos, pois os cristãos ainda eram perseguidos); 2) Fase Basilical (arquitetura, construções de grandes basílicas, domínio cristão concretizado).

Madonna Bizantina
Madonna Bizantina

Também em Constantinopla, mais ou menos no mesmo período desenvolveu-se a Arte Bizantina (Séc. IV ao XV), considerada uma arte doutrinária cristã, arte da Luz (muito ouro). Todo o estatuário grego, com sombras e alto relevo desaparece. Além dos Mosaicos Bizantinos, tudo o que é feito em escultura é de baixo relevo. A arte passa a seguir rotas comerciais e autoria das obras deixa de ter relevância. O Cristo Pantocrátor é o exemplo mais conhecido, mas nessa época também criaram-se os Ícones, que eram pequenas imagens portáteis, geralmente retratadas em placas de ouro ou prata, que eram uma representação do divino. Por volta de 900 d. C., com a população euroéia parcialmente dizimada por conta de guerras e pestes, tanto ícones quanto relicários tornaram-se populares, como pequenas esculturas do divino.

Quando a Idade Média já estava melhor consolidada, iniciou o período da Arte Romântica (1000 a 1100 d. C., X e XIII), que também fez parte do Período das Trevas. Foi aí que aconteceu – mais ou menos – a criação dos idiomas tal como os conhecemos hoje.  Ainda assim a Europa era organizada a partir de comunidades esparsas. As artes, como um todo, conservaram-se e concentraram-se nos mosteiros. Apesar de a Europa estar enfraquecida como um todo, o que a fortalecia a partir de então foi a força da hegemonia cristã. Ao falarmos de Idade Média, não consegui deixar de lembrar do livro e do filme “O Nome da Rosa”, do Umberto Eco, e do capítulo/cena onde havia um portal onde tinha a representação do Inferno. Foi nesta mesma época também que as Iluminuras (ou os “livros iluminados”), os primeiros livros começaram a ser feitos por monges (antes escribas manufaturavam pergaminhos, mas isso não chegava a configurar um livro).

A aula terminou com os Cavaleiros Templários, os Soldados de Deus, que participaram das Cruzadas (não se sabe ao certo se 8 ou 10 cruzadas), por volta de 1096. As Cruzadas foram movimentos de exércitos cristãos para a tomada de Jerusalém dos muçulmanos. A partir daí existiram trocas comerciais e culturais que influenciaram diretamente na arte gótica que é tão evidente na alta Idade Média.

Pesquisa Bibliográfica na Web of Science

(Originalmente publicado em 23 de novembro de 2011)

Durante a graduação foram poucas as vezes que ouvi falar sobre bases de dados internacionais. Só tive um entendimento um pouco melhor sobre como elas funcionavam porque fiz iniciação científica e tive que utilizá-las na prática. Ano passado também utilizei bases de dados quando fiz um trabalho de pesquisa bibliográfica (e mapeamento de periódicos) para um mestrando da pós-graduação em educação científica e tecnológica. Ele buscava artigos sobre um tema um tanto quanto específico: “erros no ensino de física no ensino médio”. Foi uma pesquisa bastante difícil, baseada principalmente em material similar “erros no ensino de química/matemática” e de temas relacionados. Finalizar esse trabalho foi uma grande aprendizagem pra mim.

O treinamento do EdnoteWeb que nos foi passado pela instrutora Deborah Dias, da Thomson Reuters, também pode ser feito pela Internet. Ela falou um pouco sobre como utilizar as bases de dados para fazer pesquisas, organizando também análises bibliométricas (infométricas), bibliográficas e até mesmo disseminação seletiva da informação (DSI). Pela plataforma ISI Web of Knowledge é possível acessar várias bases de dados ao mesmo tempo, tendo mais acesso às referências bibliográficas. O cadastro na Web of Science é gratuito com acesso remoto por 6 meses, utilizável em qualquer computador. Pelo que vi no site, a Web of Science (WS) é um produto de referência que está inserido na ISI WK. A questão do Acesso Livre e da recuperação do periódico/artigo depende diretamente dos periódicos selecionados pela CAPES. Às vezes é possível recuperar apenas a referência e não o artigo na íntegra.

Referente ao pagamento de artigos, é preciso levar em consideração algumas alternativas. Bibliotecas universitárias utilizam o COMUT, que pode recuperar o artigo em papel ou .pdf. Caso o COMUT não recupere o artigo, há também a opção de escrever para o autor, assim que achar sua referência de e-mail. A opção de pagamento pelo artigo deve ser deixada por último, em todos os casos. As grandes editoras de publicações acadêmicas tem a comunicação científica como algo rentável, quando o interesse dos autores hoje é que seu fator de impacto (índice H) aumente não só para que seu trabalho tenha mais visibilidade internacionalmente, mas também para que seu centro ou grupo de pesquisa continue recebendo mais privilégios e financiamento.

Sobre o modo de fazer pesquisa, a instrutora tem um método parecido com o que eu tenho. É possível partir de uma busca refinadíssima, encontrando poucos resultados, pra depois expandir a pesquisa,com auxílio de combinações e variáveis de operadores booleanos. O ideal é a partir daí recuperar uma quantidade razoável de material e ir refinando depois, com variações de termos e expressões, usando sinônimos, etc. que seria a parte “manual” da pesquisa. No entanto a base de dados da WS tem uma propriedade que eu ainda não tinha ouvido falar: Lemmatization, que é o processo de agrupar as diferentes formas flexionadas de uma palavra para que elas possam ser analisados ​​como um único item. Ao clicar nessa opção, a busca não levará em consideração as variações linguísticas, expande a recuperação de documentos. Pode acontecer de se recuperar muito lixo, mas é um bom risco a se correr quando a recuperação é insuficiente.

Ao ser perguntada sobre a quantidade de periódicos nacionais indexados na base, Deborah falou que existem mais de 100 revistas brasileiras na Web of Science. No entanto ela também falou sobre a importância de se aprender a língua inglesa e que até periódicos nacionais tem publicado apenas em inglês, pois assim teriam mais visibilidade internacional. É difícil encontrar periódicos nacionais que aceitem traduções de artigos, mas isso também me fez ter outro questionamento: por que não é do interesse dos periódicos/editoras produzirem edições bilíngues ou até multilingues (talvez) do conteúdo que disponibilizam?

Em relação aos campos de busca, pela palestra conseguimos entneder até onde a pesquisa pode atingir certo nível de detalhamento, com campo de busca para Grupos de Pesquisa (Group Author), para Afiliações (Address, projetos em conjunto, independentes de grupos de pesquisa e realizados por diferentes instituições) e também para Agências de Fomento (Funding Agency) o que pode ser interessante no sentido de fornecer dados sobre publicações para agências de fomento (que provavelmente implicará em mais investimentos em determinados setores, etc). Do mesmo modo, é possível realizar a mesma pesquisa no sentido inverso, por exemplo, analisando dados sobre a produção científica de cada país, observando assim quais áreas estão sendo mais direcionadas, fomentadas. No caso, esta seria uma questão de interesse político. A informação está ali, mas o uso que se faz dela podem ser muito variados.

Quando se realiza uma busca na WS, percebemos que automaticamente aparecem categorizações no canto esquerdo da tela, referentes às grandes áreas o “Web of Science Categories”. Resta saber se  conteúdo de periódicos e artigos faz jus à sua categorização ou não, como isso é definido, quais são os critérios, mas esta é mais uma curiosidade minha mesmo. Como é possível também fazer busca pela instituição, Deborah pesquisou e recuperou algumas instituição com sinonímia como por exemplo: USP, Universidade de São Paulo ou Universidade Estadual de São Paulo, ou University of São Paulo, etc. Logo, os dados não foram tão precisos quanto talvez devessem ser. Fiquei inquieta e perguntei a ela onde esses dados eram extraídos e ela me falou que é dos próprios documentos submetidos para a publicação e que esta é uma questão institucional que deveria ser analisada com mais cuidado.

Esta questão de padronização e normalização de metadados para periódicos científicos foi estudada minuciosamente pela prof. Gleisy Fachin na UFSC. Em sua tese, ela busca por uma ontologia para periódicos científicos, adaptando-a para uma normalização que seja o mais interoperável possível. Fui auxiliar de pesquisa desta professora fazendo traduções e pesquisa de alguns dados. Esta é uma questão bastante delicada, pois envolve instituições de pesquisa, departamentos e principalmente: gente. É difícil estabelecer uma política de informação para normalização de periódicos científicos quando existem muitos interesses conflitantes. Deborah ainda disse que o bibliotecário precisa ter criatividade e um pouquinho de abstração (o tal do feeling, uma certa sensibilidade) para saber diferenciar as variações linguísticas e assim conseguir dados mais próximos do que seria o exato.

Biblioteconomia ou Ciência da Informação?

Essa semana eu estou publicando aqui alguns conteúdos que estavam no meu antigo blog de biblio, o Dora Ex Libris. A maior parte das publicações é de 2011, quando eu estava terminando a graduação em biblioteconomia. Hoje encontrei um texto em que eu falava do meu tcc que entreguei em dezembro de 2011. Meu TCC foi um estudo sobre o tema de Organização da Informação (OI) na produção de teses e dissertações em Ciência da Informação no Brasil. Ele levantou algumas outras questões como as Bibliotecas Digitais de Teses e Dissertações (BDTDs), como estão organizadas em cada pós-graduação, quais softwares estão sendo mais utilizados, como é feita a armazenagem, representação e disponibilização desse tipo de material em acesso livre na Internet e etc.

Tive a ideia de republicar este post porque na época fui questionada por um colega do mestrado sobre o meu tema: “por que você está fazendo seu TCC de Biblioteconomia sobre Ciência da Informação? Por que não faz sobre bibliotecas?”. Essa é uma questão que é pertinente já há algum tempo. Muitos cursos de graduação no Brasil tomam uma coisa por outra e entendem a Ciência da Informação como uma evolução natural da biblioteconomia. Mas eu vou bater na tecla do hibridismo enquanto as bibliotecas físicas ainda existirem. Tem a discussão de que o curso de graduação precisa se modernizar etc., e talvez um dos impedimentos pra essa modernização seja justamente o mestrado: que também não tem nada de tecnologia e que é apenas uma continuação, mais teórica, do que se aprende na graduação. Não vejo uma coisa como sendo melhor ou superior à outra.

E defendo o hibridismo pois foi disso que o meu tcc tratou. Descobri no segundo semestre de 2009 que a parte que eu mais gosto na Biblioteconomia é a de Organização da Informação (leia-se, processamento técnico, técnicas de organização e representação da informação e do conhecimento, indexação, classificação, catalogação, criação de resumos, metadados, recuperação da informação). Em 2010 iniciei a execução de um projeto de pesquisa PIBIC sobre o conceito de OI a partir de material encontrado na base de dados LISA (Library and Information Science Abstracts). Uma base de dados dessa importância não deixa de ser uma referência para a área, bem como não deixa de ser um tipo de biblioteca virtual, se assim quisermos chamar. Pois bem.

Depois de ter analisado a literatura internacional, fiquei curiosa pra saber o que tem sido produzido referente à OI no Brasil. Eu poderia ter feito a análise a partir da produção nos periódicos científicos da área pois querendo ou não, divulgação científica lida diretamente com fontes de informação, e fontes de informação, ora veja, é assunto da Biblioteconomia também; mas achei mais interessante buscar pela produção da pós-graduação, uma vez que teses e dissertações são publicações mais importantes do que artigos de periódicos (é a partir das teses e dissertações que artigos são publicados na verdade, enfim).

Aí entra a questão das Bibliotecas (opa!) Digitais de Teses e Dissertações e de sua importância pra divulgação do que está sendo produzido em todo o Brasil, e de que modos as pós-graduações em CI se articulam (ou não) para preservar sua produção em ambiente online. Meu TCC não é especificamente sobre isso mas esse tema por si só, já dá um outro TCC inteiro. Bibliotecas Digitais (não vou nem entrar na questão terminológica aqui: repositórios, portais, BDTDs, etc.) são importantes pois acredito que seus usuários (nós, estudantes, pesquisadores e profissionais da biblioteconomia e de outras áreas) deveriam ter o acesso mais facilitado – a partir de qualquer computador – à produções de outros estados do Brasil. Por que continuar utilizando o COMUT se é possível com as tecnologias de hoje viabilizar um serviço deste tipo? Essa é só uma das questões, mas com certeza devem existir várias outras se persistirmos no assunto.

Pra mim, pesquisar conteúdo digital nunca fugiu do escopo da biblioteconomia. Pelo contrário: nunca foi tão alinhado ao que a biblioteconomia devaria ser. Pra mim parecia estranho evitar tratar do assunto Ciência da Informação na graduação e nunca houve escopo ideal: fiz o melhor que pude com o que tinha disponível na época. Não me parecia estranho também porque fiz disciplinas isoladas de mestrado e fui aprovada no mestrado da UFSC, mas nunca entendi nada disso como evolução e sim como mais um exercício – bem como toda pesquisa e projeto que nos envolvendo, por maior e mais importantes que sejam, sempre são recomeços. O que fiz foi tão importante quanto todos os outros trabalhos desenvolvidos pela minha classe – não houve melhor ou pior, mas são conteúdos e abordagens diferentes. A qualidade só foi julgada quando da entrega e também por diferentes motivos.

Ainda acredito que a pluralidade é mais importante do que ‘o que eu acho ser o melhor para a Biblioteconomia’ em detrimento de todos os outros tipos de estudo. Trabalhos de conclusão de curso geralmente refletem uma série de variáveis da vida da pessoa que o produz: seus interesses, suas paixões, seu foco (ou falta dele), sua rotina e seu ambiente de trabalho e também um pouco do que aprendeu em sala de aula. Tudo junto e misturado.

Seguem os títulos dos TCCs desenvolvidos pela Biblioteconomia da UFSC em 2011-2. Alguns já mudaram, outros permaneceram, mas basicamente a minha turma tratou destes temas:

  • Atuação dos Bibliotecários em Arquivos: um estudo de caso do arquivo central da Universidade Federal de Santa Catarina
  • O uso de informações estratégicas para geração de inteligência competitiva: um estudo nas agências de Publicidade de Florianópolis
  • Biblioteca Digital de Educação a Distância: favorecendo a Competência Informacional
  • Padrões de metadados para indexação fotográfica
  • A atuação do bibliotecário como disseminador de informação em bibliotecas públicas da grande Florianópolis
  • Relação entre o bibliotecário e o professor na Biblioteca Escolar
  • A potencialidade do uso das ferramentas da Web 2.0 em bibliotecas escolares no processo educativo como ferramentas para ampliar o acesso e disseminação da informação
  • A gestão de documentos no âmbito das instituições públicas do Estado de Santa Catarina
  • Ergonomia na Biblioteca Cruz e Souza (CESUSC)
  • O papel do Bibliotecário nas práticas e modelos para o desenvolvimento da competência informacional
  • Análise das publicações acerca de arquivologia nos últimos 10 anos
  • Análise do uso da coleção do ensino médio do SENAI de Tijucas/SC
  • Ergonomia e usabilidade no documento texto a digital
  • Organização da informação: abordagens nas teses e dissertações em Ciência da Informação no Brasil
  • Avaliação do Software de Automação de Biblioteca Pergamum
  • A importância dos livros de registros do Cartório do 2º Ofício de Imóveis de Florianópolis/SC: monumentos históricos
  • Atividades biblioterapêuticas para crianças
  • O Ensino de Biblioteconomia: uma análise do curso de Biblioteconomia da UFSC
  • Avaliação do Software Automotivo Doutor-ie na perspectiva do usuário
  • FRBR: uma revisão de literatura
  • Critérios para a preservação digital adotados pelos repositórios informacionais arrolados no ROAR
  • Formação e desenvolvimento de coleçõesem biblioteca especializada: análise da coleção da biblioteca do SEBRAE de Santa Catarina
  • Análise das Publicações Eletrônicas Brasileiras em Acesso Aberto na área de Educação Física
  • Arquivo em instituição pública
  • Indexação de imagens fotográficas na empresa Tempo Editorial
  • O uso da informação estratégica