- Olá, você tem aí o jornal do dia?
* hesitante * – Erm… Acho que não: só temos o Jornal Valor, Estadão e a Folha.
- Ah, servem estes…
- Ah, não é o Jornal do Dia?
- Não. Quer dizer,… É e não é.
(risada interna)
- Olá, você tem aí o jornal do dia?
* hesitante * – Erm… Acho que não: só temos o Jornal Valor, Estadão e a Folha.
- Ah, servem estes…
- Ah, não é o Jornal do Dia?
- Não. Quer dizer,… É e não é.
(risada interna)
- Oi, eu queria emprestar um livro.
- Sim, como posso ajudá-la?
- Você tem aí a relação?
* procura pelo título “A relação” e não acha *
- Erm.. O título do livro seria “A relação” mesmo?
- Nããão.. Você tem a relação dos livros?
- Ah! O catálogo? Temos sim…
“Dentro das empresas acontece exatamente o que imaginou van Vogt sessenta anos atrás na sua ficção futurista. Nem sempre o especialistas é quem encontra a saída para problemas específicos, assim como os generalistas também não conseguem resolver todas as equações que surgem no dia a dia. Mas finalmente descobriu-se que, além do especialista e do generalista, existe o profissional de perfil nexialista, aquele que nem sempre conhece as respostas, mas sabe onde buscá-las, é capaz de conectar pessoas e conhecimentos aparentemente não relacionados e busca encontrar nexo nas informações. Definindo melhor, os nexialistas podem tanto ser especialistas como generalistas, o que os distingue é o fato de serem indivíduos antenados e capazes de ordenar o caos e a confusão que surgem, muitas vezes, em decorrência do excesso de informação e de oportunidades. As empresas lutam por identificar, atrair e reter talentos, mas nem todas se deram conta de que precisam de gente com esse perfil nexialista. Enquanto não tiverem isso bem em mente, vão continuar investindo estritamente em especializações técnicas, deixando de lado ações de desenvolvimento mais abstratas e abrangentes, capazes de fazer, de desenvolver e de fazer emergir os profissionais nexialistas”.
PEREIRA, Milton Luís Figueiredo et al. A nova empresa e os velhos paradigmas. In: Trabalho com significado: o novo capitalismo e a nova empresa: uma visão humanista e nexialista para a nova gestão de pessoas. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2012. p. 9 (Grifo nosso)
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Nunca tinha lido o termo “nexialismo” na vida. Comecei a ler o livro e vi que foi um termo retirado de um livro de ficção científica. Sim, literatura. Nunca é muito sábio subestimá-la, nem desprezá-la..
Dia 1º de junho fui a uma palestra onde falariam sobre ‘O leitor do futuro’. A palestra fazia parte da Bienal Internacional de Arte e Tecnologia do Itaú Cultural. Fui de curiosa. Sempre quero ouvir o que não-bibliotecários tem a dizer sobre a leitura porque, curiosamente, soa muito mais realista. Duas pessoas falaram: Lisette Lagnado e Arto Lindsay. Lisette começou falando que o leitor de hoje em dia cada vez mais luta contra a dispersão e que cenas como essa se tornarão mais raras:
Raras, não acho. Diferentes, talvez. Talvez mude a plataforma, o suporte e o tipo de material que está sendo lido / assistido / jogado. É difícil a aceitação da mescla de utilização das mídias tradicionais e tecnológicas da mesma forma que é difícil aceitar que o que era um romance acabou. “Acabou o amor, isso aqui vai virar o inferno”. Ninguém mais vai passar bilhetinho fazendo pedido de casamento: vai ser tudo por SMS. Essa cena aqui definitivamente só vai rolar em filme de 1968 mesmo:
Aliás, casar já é demodê. Enfim. Lisette me apresentou Dominique Gonzalez-Foerster e falou não tanto sobre arte, mas sobre o sujeito imerso em um espaço literário, desburocratizado e livre – que é o que de fato é cada vez mais raro de se encontrar hoje em dia. Falou-se sobre um conceito de literatura expandida, que seria uma ‘quase literatura’, onde seria possível ser autor sem escrever um grande texto. A partir desse conceito, seria possível entender a experiência literária como infinita, que não cabe em um só formato e transcende a dimensão linguística.
Eu gostei da proposta: biblioteca em chão de museu, um tapete, ambiente íntimo, doméstico. Senta-se lá, pega-se um livro, pega-se vários, perde-se uma tarde, perde-se a noção de tempo. Me lembra de longe os ecos do que poderia ser o Acesso Livre. Lisette também mencionou que há uma obra de Dominique chamada Bibliothek que trata-se de uma construção, de uma casa, uma sala, em que existem estantes, só que no entanto os livros são utilizados como tijolos, e os tijolos como livros. Simplesmente genial. Uma pena que não consegui achar nada sobre isso online.
Gostei dessa passagem do filme Fahrenheit 451 (que inclusive tem na íntegra, legendado em pt-br no YouTube, pra quem tiver curiosidade). Vendo o filme a gente pensa que “poxa nessa época ainda existiam os bookpeople”. Existiam vírgula: existem ainda. Muitos acreditam que essa geração pode ser ‘a última leva’ a ter o fetiche o livro físico. Tem gente que acha mesmo que todos os livros poderiam ser queimados que nem no filme e substituídos por um Kindle ou qualquer outro e-reader. Felizmente ou não, ainda faço parte dos fetichistas. Até fantasio as maravilhas das bibliotecas do futuro, mas enquanto esse futuro não chega, confesso que acho a previsão das bibliotecas com ambientes clean e dust-free meio chatinhas na verdade…
Lisette disse que hoje ”o leitor não apenas lê, mas ele edita sua própria linearidade” quase que como um co-produtor do que absorve. Pode até ser, em certa medida. Mas acredito que, para que o leitor possa chegar a este nível de desenvoltura, talvez seja necessário um pouco mais que isso em um kick-off. Hoje lemos – minha geração lê – em um sistema de janelas (ou abas, infinitas) de modo completamente alinear, extremamente customizado e não circunstancial. É algo aproximado do aleatório, onde as vezes acontecem umas serendipities. Mas é isso. Não há profundidade. Não há contexto. E geralmente ao fim disso tudo até podemos aprender algo, mas sempre fica aquela incômoda sensação “sensação de copy e paste” caótico. Arto Lindsay chegou a afirmar que hoje “é impossível seguir um caminho racional, linear com a leitura”. A pergunta que inquieta: é preciso? E em quais momentos?
Durante a palestra também foi recomendado o livro I read where I am: exploring new information’s culture, que é uma coletânea de artigos que tratam sobre leitura de modo geral. Percebo ser cada vez mais frequente a publicação de livros como organizações de artigos e não de um livro como um trabalho mais aprofundado, que demorou de 10 a 20 anos para que a ideia pudesse ser bem amadurecida e desenvolvida. Isso parece estar cada vez mais em extinção. Na verdade, hoje um trabalho tão longo assim é até malvisto. Ainda não sei se é possível dar crédito a todo esse dinamismo que nos é imposto, ou se é preciso observá-lo com mais ceticismo.
Flashmob produzido pelo Arto Lindsay, “Somewhere I read”, no Time Square em New York.
Arto Lindsay também comentou que a partir da década de 90, quando a gravação de CDs caseiros de qualidade começou a ser facilitada, a “qualidade de atenção” das pessoas em geral com a música diminuiu muito. Não só algumas bandas estão muito parecidas musicalmente, como a própria diversidade de música disponível faz com que as pessoas dediquem-se primeiramente às faixas, aos singles, e depois, talvez, ao álbum se gostarem. Lindsay disse que antigamente ele “se dedicava a um álbum” e isso também está cada vez mais raro. Lisette apontou um paralelo entre a escuta e a leitura, entre essas dimensões que estão se perdendo (ou se transformando, talvez). “A literatura não é apenas silenciosa. Também estamos perdendo a escuta, a atenção para a escuta. Só é possível ler se você consegue ouvir”. Retomando uma discussão inicial, Lisette ainda lembrou que é preciso diferenciar a distração, que pode ser útil, da dispersão que geralmente é nociva e promove a superficialidade.
Se formos observar a história, essas ‘mudanças cognitivas’ marcaram a história da humanidade desde sempre. Quando inventaram a escrita, imaginaram que todo o conhecimento (que era transmitido oralmente e guardado na memória) se perderia. Uma vez que as pessoas não tivessem mais memória – pois a transmitiriam toda para o papel – o conhecimento não seria mais preservado e deixaria de existir. O mesmo tipo de pensamento ocorreu quando surgiu a mídia impressa. O dinamismo dos jornais eliminaria ‘a história’ e vulgarizaria tudo o que era sagrado. Nada disso aconteceu. O mesmo ocorre hoje na transição do suporte do papel para o digital: temos medo de perder o que até hoje persiste.
Toda vez que há um atraso na devolução, dispara-se um e-mail automático para pessoa do outro lado. Aqui nesse sistema fechado talvez este e-mail não seja considerado spam, mas para o imaginário de qualquer pessoa são como se fossem. Falo por mim também.
Ninguém gosta de lixo eletrônico, isso é quase certo. Pouca gente que conheço gosta, de verdade, de uma resposta automática. Quando gostam é porque ela é tão bem feita (e escrita) que não parece automática o suficiente: é apenas eficiente na medida certa. Por isso respondem à ela. Mas não é difícil associar uma resposta automática com um conteúdo formalmente asséptico (“Prezada”, “Att.”) a algo que você deve relegar ao lixo da sua memória (seja do computador, ou da sua mente mesmo).
Os que não gostam de ler, nem sequer vão se dar ao trabalho de codificar mentalmente a mensagem: vira lixo na hora e pronto, esquecem-se. Mas os que gostam muito, às vezes até ignoram o aviso por mais que ele seja disparado duas vezes ao dias para lembrá-lo, todos os dias. Parece preguiça, mas talvez seja só um tipo sutil de tecnofobia mesmo.
O livro estava emprestado desde dezembro do ano passado. Quase seis meses, sem renovação, nem devolução e nem notícias. Então escrevo um e-mail não automático, bastante singelo. “Boa tarde”, “gostaríamos”, “por favor”, “outra pessoa deseja realizar a leitura” e “obrigada” no final.
Depois de 6 meses de mensagens automáticas ignoradas, finalmente um humano respondendo. Talvez a pessoa tenha até se assustado, ou admirado. Mas a resposta foi seca, talvez por constrangimento mesmo: “Sim, claro”. Quando olhei a caixa de devolução no meio da tarde, lá estava o material que já mandei para outra pessoa em seguida.
Ainda me repreendo por ter tantos questionamentos, mas ao invés de reprimir tento cada vez mais fazer o inverso. Além da educação repressora que tive (como todos da minha geração) acho também que por ser uma neófita na área, não é de bom tom ficar questionando demais a tudo e a todos ou até mesmo simplesmente expôr minhas inquietudes aos colegas mais experientes. Mas pode ser proveitoso questionar às vezes, só pra variar um pouco.
Há dois meses trabalho como bibliotecária em uma empresa grande e tenho aprendido muitas coisas. As atividades de adaptação à rotina, ao cotidiano, a lidar com o que sempre quis lidar e isso tudo me afeta diretamente, afeta o que leio e principalmente em que acredito. Vários mitos desaparecem, algumas certezas se consolidam. E o que ocorre é totalmente paradoxal pois ao mesmo tempo que me sinto em lua de mel com o que escolhi fazer da vida, também passo por uma bela (e boa) fase de desilusão. Interessante notar que uma coisa não necessariamente exclui a outra. É um doce fel. Mas acho que é assim com tudo o que gostamos de verdade.
Esta semana li dois textos que me fizeram criar este post.
O primeiro foi “O mercado errado para as bibliotecas”, da Christine Madsen. Fiz um comentário no Facebook mas acho mais interessante expandir a conversa por aqui. O assunto é bastante espinhoso: modernização das bibliotecas. E na boa? Ninguém aguenta mais falar disso. Sinto calafrios toda vez que leio a palavra “modernização” porque sei que a discussão vai ser que nem naquela música estúpida que diz que “o futuro não é mais como era antigamente” e parar por aí mesmo. As pessoas se bastam a observar o que acontece, a avaliar o que estamos perdendo e tudo fica por isso mesmo, tem sempre um comportamento passivo demais e uma certa preguiça de olhar para o que o futuro pode ser. Se falam em pós-modernismo então é pior ainda… A impressão que fica é que para existir algum tipo de discussão minimamente relevante é condição sine qua non que esses conceitos estejam envolvidos. E desconfio seriamente disso.
A Madsen critica o modelo de informação centralizado que as bibliotecas universitárias vêm cultivando há mais ou menos 150 anos. Diz que este modelo é mais centrado em objetos (recuperação da informação e desenvolvimento de acervo) do que em pessoas e afirma que este mesmo modelo ainda luta para permanecer relevante. E isso tudo é bem triste, mas é verdade – em partes. O “modelo centralizado” de bibliotecas universitárias me parece (não sou uma especialista) que tem sido substituido por um modelo mais setorial, de bibliotecas menores. Ainda assim, este modelo descentralizado não satisfaz a carência de determinadas demandas (que muitas pessoas sequer sabem que existe, mas aí é outro assunto).
A autora menciona as bibliotecas academicas antigas, superespecializadas e personalizadas (customizadas) que são caóticas por natureza. No entanto, achar qualquer coisa nessas bibliotecas é impossível pois a sua função é distinta: nesses pequenos mundos de livros, a obtenção de conhecimento é sempre prioritária à obtenção de informação. A organização de bibliotecas de pesquisadores, como por exemplo, a Bibliothek Warburg, só faz sentido para o próprio pesquisador por conta de sua função: criação e não recuperação. E ter e criar isso em larga escala me parece insano é um desafio e tanto, uma vez que (quer queiram, quer não) ainda estamos nessa época de transição e modelos híbridos (do papel ao digital, etc).
Bibliotecários, em princípio, trabalham com informação. Mas eventualmente podem se interessar pela área de Gestão do Conhecimento pois esta é uma escolha pessoal. Trabalho com informação (o que é concreto, objetivo, quantificável) porque é com isso que lido no dia a dia, mas o conhecimento (abstrato, subjetivo, pessoal) ainda me parece estar sempre a um passo além do que faço, embora também faça parte do que vivencio. São estudos complementares mas não se pode dar conta de tudo o tempo todo, por isso quando possível formam-se equipes com gestores do conhecimento. A autora usa o termo “Teoria de Bibliotecas” e eu realmente queria ler mais sobre isso, mas ela não se detém muito neste assunto. Coloco em destaque partes finais do texto com as quais concordei integralmente:
“Tão importante quanto a informação em si é fornecer e sustentar um ambiente que permite a transformação dessa informação em conhecimento novo. O que foi esquecido, por exemplo, é que as bibliotecas foram, e devem ser de novo, inerentemente lugares sociais. Que estes são espaços não apenas para obter acesso aos recursos, mas pessoas – bibliotecários, arquivistas, outros estudiosos – com quem o discurso pode ser inserido sobre os recursos das mesmas. (…) Não há biblioteca, por exemplo, sem uma cultura de pesquisa. (…) O resultado dos recursos aplicados na biblioteca, por conseguinte, não é medido no tamanho da coleção, ou mesmo do número ou satisfação dos utilizadores, mas nas suas experiências.”
O único equívoco da Madsen – equívoco muito comum nos dias de hoje, aliás – foi de achar que o Google é “a Internet”. A idéia de biblioteca universal é datada desde Otlet, as bibliotecas universitárias só foram parte de um processo histórico desta criação, assim como o próprio Google é parte de outra faceta deste mesmo processo. E lembrem-se: o Google não é a Internet, é só (uma grande) parte dela. Ele é muito bom sim, oferece ferramentas, oferece espaço (virtual) mas – ao menos pra mim – existe essa carência de contexto que me inquieta às vezes. Acho mais prudente talvez, usar o Google com parcimônia e ter em mente também outros modos de pesquisa, fontes de informação e experiências reais, amadoras ou profissionais, mas de vida mesmo. E é exatamente aí, neste espaço, nesta lacuna imensa, que o bibliotecário (ou insira seu neologismo cafona preferido aqui) deveria estar atuando.
E tratando deste assunto, hoje me deparo com outro texto: “Obra na biblioteca de New York é alvo de intelectuais” que pisa de novo no assunto “modernização”. Resumindo a notícia: estão querendo destituir parte da biblioteca pública de New York de seus livros pra substituir este espaço com computadores. Agressivo, não? Pois é. A primeira impressão que tenho é a de que é agressivo. A segunda, de que é a de que está sobrando dinheiro, mas faltando melhor organização estratégica a quem quer que tenha tido essa idéia que parece brilhante, mas na verdade não é.
Sou contra essa reforma na biblioteca pública de New York porque a acho ridícula. Mas não a acho ridícula por amor às traças e ao acervo, nem nada disso. Sou contra simplesmente porque tenho uma idéia que considero melhor e talvez até mais barata.
O texto da Madsen não está falando justamente sobre descentralização?
Então alguém por favor me explique qual o propósito de destruir parte do acervo físico da biblioteca pública de New York quando poderiam utilizar esse orçamento gigantesco de 600 milhões pra fazer quiosques espalhados em pontos estratégicos da cidade, com terminais que sejam diretamente ligados à biblioteca pública, aos seus serviços e catálogos?
Qual é a razão de centralizar todos esses computadores na biblioteca pública?
Por que não colocar terminais nas estações de metrô, de ônibus, nos aeroportos, enfim, onde as pessoas (que não tem dinheiro pra ter iPhones) realmente precisem? Não sei se meus questionamentos são muito pertinentes ou não, só acredito que uma reforma desta amplitude não deveria ser considerada sem levar em conta outras possibilidades.
E last but not least também é possível questionarmos: a quem estão querendo beneficiar, de verdade, ao suprimir todo um acervo bibliográfico histórico por uma cheia sala de computadores novos?
É. É de se pensar…
Hoje, no Centro Itaú Cultural logo mais às 17h30 vai acontecer a palestra “O Leitor do Futuro” com Lisette Lagnado e mediação de Fernando Oliva. A palestra faz parte do Simpósio Internacional Emoção Art.ficial 6.0. O simpósio ocorre do dia 31/05 ao dia 02/06, mas a exposição fica no Itaú Cultural até dia 29 de julho. Peguei estas informações do site Catraca Livre. Sinopse da palestra de hoje:
“É possível conquistar uma qualidade literária sem redigir um livro, mas, por exemplo, levando o visitante a fazer um percurso no parque? Para discutir as questão, será analisada a obra de Dominique Gonzalez-Foerster e sua afinidade com a ficção científica, presentes tanto na literatura de Adolfo Bioy Casares, Roberto Bolaño e Enrique Vila-Matas como no cinema de Jean-Luc Godard e Andrei Tarkovski.”
O evento é gratuito e não sei se oferecem certificados.
Depois atualizo este post.