Depois de ter visto este filme, fiquei curiosa para ler os livros da trilogia do Stieg Larsson (pra ver se perdi alguma coisa, pois em filmes muitas informações se perdem) e ver a versão sueca do filme. Achei bem estranho o filme ser feito em inglês com sotaque sueco. Até então não tinha percebido que já vi vários filmes do David Fincher. Os anteriores foram Zodíaco (que também sobre investigação), A Rede Social (que todo mundo viu), O Curioso Caso de Benjamin Button (que achei mais ou menos), O Quarto do Pânico, Clube da Luta (que é ultra overrated) e Seven – Os Sete Crimes Capitais (que é sim muito melhor que o infame Jogos Mortais). O casamento Fincher + Reznor está indo muito bem, pelo que parece e eu realmente torço para que dure.

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O filme tem várias histórias em paralelo que se entrecruzam. Não vou escrever muito pra não fazer spoiler, mas basicamente é a história de um jornalista ferrado e uma garota maluca que investigam um suposto crime. Se ainda quiser ver o filme, não leia os próximos parágrafos porque provavelmente algo que escreverei vai arruinar algumas surpresas.

Curioso notar que o crime principal, o desaparecimento de Harriet Vanger, é investigado de modo quase que completamente lícito, exceto na resolução final do caso. E mesmo o método ilícito não ajuda na resolução do caso: o que o soluciona, de fato, é uma intuição que o personagem tem durante uma cena de sexo (!). O filme também tem uma outra cena que fala ainda mais explicitamente sobre como as pessoas decidem ignorar sua intuição e deixar de “seguir seus instintos” por outros motivos, como por exemplo, ser cortês ou não saber recusar um convite. As pesquisas da investigação foram feitas com imagens fotográficas, correlações entre conversas com parentes, palavras-chave das anotações da desaparecida, determinados acontecimentos, números de telefone que se transformam em versículos bíblicos e assim vai se formando a imagem do quebra-cabeças. Todas as outras investigações realizadas na trama requerem invasões de privacidade e quebra de senhas, como se esse fosse o único modo mais eficaz de descobrir qualquer coisa. Bem, talvez até seja, mas talvez a mensagem do filme (se é que existe alguma) não seja bem essa.

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Por algum motivo pensei que a personagem da Salander fosse ser mais calculista do que aparentava e secretamente torci para que ela não se humanizasse ao longo da trama, o que é coisa minha mesmo. Alguma parte de mim desconfiou da humanização dela ou talvez eu tenha simplesmente desaprovado mesmo, por se tratar de uma sociopata extremamente introvertida e bastante ferrada em vários níveis. Quero dizer que ela tem bons motivos pra não saber amar e nem se deixar ser amada por ninguém. Bom, já escrevi coisa demais sobre o filme. Ainda existem mais dois filmes (espero que continue com o mesmo diretor e trilheiro) e então muita coisa pode acontecer e mudar, mas até sair a sequencia, acho que já vou ter lido os livros pois estou bastante curiosa. Também fiquei impressionada com a organização dos arquivos suécos da cidade de Hedestad e da empresa dos Vanger. Ironizei “aham que um arquivo é organizadinho, bonito, fácil, simples e rápido assim” e me questionei “será que lá é assim mesmo ou é coisa de filme?

Recomendo que o filme seja assistido no cinema mesmo principalmente por conta da trilha sonora. Assistir no computador pode até ser ok, pra assistir repetidas vezes, fazer outras análises, rever cenas, etc. Mas acredito que assistir apenas deste modo faz com que boa parte da experiência do filme se perca.

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Recebi o link pra uma entrevista com o David Weinberger no TechCrunch onde ele fala um pouco sobre o seu novo livro, Too Big To Know (ainda sem título em português, acredito). O autor já tem publicado no Brasil o livro A Nova Desordem Digital, o qual dedica aos bibliotecários, e que acredito que qualquer bibliotecário que se interesse minimamente por organização de conteúdo online, deve ter como livro de cabeceira. O TBTK  provavelmente vai ser o próximo.

A seguir um trecho da entrevista, que também dá uma prévia do novo livro:

(…) Então, as pessoas continuarão a publicar livros. Livros são uma forma de pensamento altamente valorizada. Isso não vai desaparecer, eu acho que não, mas o livro como a peça central de conhecimento, como o próprio símbolo do conhecimento, acredito que isto já esteja desaparecendo. (…)

Inventamos o conhecimento para que se encaixasse ao meio, e o meio eram papéis e livros, e livros tem certas propriedades incríveis e várias fraquezas. A fraqueza principal é que eles estão disconectados. Embora isso não se torne óbvio até que tenhamos um meio que seja conectado. Mas assim que nos conectamos, os rodapés nos parecem links quebrados. Você não pode clicar neles. Um rodapé em um trabalho impresso não funciona mais e isso se torna bem óbvio pra nós.

E então, muito conhecimento foi tradicionalmente baseado na limitação do papel como meio, que esse é um meio desconectado no qual você tenta colocar questões, porque uma vez que você publica em papel você não pode mudar o que foi escrito, então tem-se a idéia de que o conhecimento nunca mudou… sempre foi conhecido – sempre foi eterno.

Tudo isso desorganiza-se com um meio conectado no qual qualquer um pode participar. Muito do valor do que é dito não é o conteúdo do livro em si, mas os links que participam dele. (…)

O autor já esteve no Brasil em 2010, no XVI Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias:

David Weinberger – Brasil – 2B2K from moreno on Vimeo.

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Organizada por Patrícia Noce do CRB-8, a planilha divulga as vagas da área na Grande São Paulo, sejam de concursos ou efetivas (CLT). As vagas anunciadas estão de acordo com o piso salarial da categoria. A planilha foi divulgada hoje no grupo Bibliotecários do Brasil no LinkedIn, e a última atualização é de 20/01/2012. Na planilha também há uma lista de blogs e sites onde se pode procurar / divulgar uma vaga de biblioteconomia:

Escrito por Hillé Puonto, Manual prático de bons modos em livrarias é um blog que conheci hoje, através de um amigo no G+. Ri muito já nos três primeiros posts então acho que vou rir mais ainda até terminar de ler tudo. Me parece que a dona do blog aceita textos de terceiros e imagino que situações tão bizarras quanto as que li por lá também devem acontecer em bibliotecas e em setores de referência por aí, então já fica a dica. Livreiros e bibliotecários: pessoas profundamente pacientes e sempre com muito bom humor, de preferência.

Republico descaradamente o post do blog que me ganhou:

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[1001 frases de afrodite para tatuar antes de morrer]

amor compartilhado pela freguesa e livreira j.puccini
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- oi, eu queria um livro de frases.
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(e eu queria paz de espírito. que vida, não?)
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- como assim?
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- quero fazer uma tatuagem de alguma frase e traduzir pro grego, mas eu não sei que frase, quero escolher uma.
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- hã, mas… o que você gosta de ler?
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- ah, eu ODEIO ler.
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(minha querida, você está fazendo isso tão, mas tão errado, que OLHA)
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- então por que você vai tatuar uma frase se não tem contexto? não existe nenhum autor que você goste?
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(livreira já sabia a resposta, mas achou uma boa cutucar a fera com vara curta)
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- ah, acordei com vontade de tatuar uma frase. gosto de mitologia grega. conhece algum livro de frases de mitologia grega?
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(e a vontade de entregar um livro do percy jackson e falar que eram de frases marcantes da mitologia?)
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- (?) desculpa, OIi?
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- ai, moça, adoro a afrodite… me fala alguma frase importante que ela tenha dito.
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(HAHAHAHAHAHA)
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manual prático de bons modos em livrarias: de acordo com o livro “1001 frases de afrodite para se ler antes de morrer”, a melhor frase dela para se tatuar em grego é “mas tome cuidado com o cabo da vassoura, é pior do que cenoura e você pode se dar mal”.
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O texto trata, entre outros assuntos, do programa Estudante como Produtor, da Universidade de Lincoln. Dr. Dean Lockwood entende que em relação à conectividade digital e o que chama de retórica da rede, há uma maior preocupação com o compartilhamento e com as relações de troca, preterindo a problematização da produção de conteúdo e seu processo.

Lockwood explica que a ênfase do programa “está firmemente no processo, produção e sua função ao invés do produto final – acima de tudo, o que você faz e como você faz coisas”, colocando em paralelo experiências e obras de autores e artistas como Walter Benjamin e Bertold Brecht.

Entendemos que o experimental não é só visto como algo perigoso no sentido de tornar-se uma perda de tempo infrutífera e dispendiosa, mas também – e principalmente – por ser potencialmente uma ameaça sem precedentes a ordem que estiver vigente.

Texto original disponível no site do projeto Student as Producer, da Universidade de Lincoln.

Texto traduzido: Experimentalidade e o Digital, por Dr. Dean Lockwood

 

“Antes de dizer há ciência para informação ou não há, o pragmatismo informacional nos convida a explorar quais contribuições científicas podem conduzir o estudo da informação para o solo das relações sociais. [...] A tradição pragmática sobrevive para atentar que uma ciência para a informação, estuda, antes, narrativas, e não necessariamente delimita fenômenos, ou busca naturezas – mesmo sua meta-natureza. [...] Antes, [a CI] pode refletir com suas comunidades de deliberação contextuais sobre os processos sociais que sedimentam representações. Sob um olhar pragmatista, o homem deve ser crítico à idéia de que a informação é bela, deve ser provocado sobre como a informação é construída, deve ser lembrado de que a informação é apenas a esfera de narrativas múltiplas – demarcadamente um fetiche do século XX – e nunca será a única pedra de toque que soluciona as crises da racionalidade.” (p. 125-126)

GRACIOSO, Luciana de Souza; SALDANHA, Gustavo Silva. Ciência da Informação e Filosofia da Linguagem: da pragmática informacional à web pragmática. Araraquara: Junqueira&Marin, 2011. 160 p.

O SESC/SP está organizando um processo seletivo para recrutar cerca de 80 candidatos (60 para grande São Paulo e 20 para outras regiões) para o Programa Internet Livre. A inscrição começa a partir de amanhã (09/01/2012) no site do SESC e o processo de seleção deverá acontecer entre os meses de fevereiro e março de acordo com o Descritivo do Processo Seletivo. A vaga requer apenas formação superior em qualquer área e sólidos conhecimento de softwares livres (open source).

De acordo com o Descritivo, “o profissional atuará como mediador junto ao público, na área de Artemídia e Cultura Digital, se dedicando prioritariamente às práticas culturais em suportes tecnológicos, à iniciação digital e ao uso pleno dos recursos da Internet”. De modo geral, o candidato, além de ter conhecimentos específicos sobre tecnologia, deve também ter interesse pela relação entre tecnologia e cultura, educação e comunicação. Segue uma lista de blogs que fazem parte do Programa Internet Livre do SESC:

Em um primeiro momento, entendemos que a vaga não é biblioteconomia strictu sensu, mas o questionamento é inevitável: a vaga poderia ser preenchida por um candidato formado em biblioteconomia? Acredito que poderia. São vários os perfis de pessoas que fazem o curso e algumas delas com certeza tem mais conhecimentos acerca de tecnologia da informação e Internet. De qualquer modo, acredito também que a vaga possa se aproximar do que seria a caracterização de um serviço de referência instrucional, tendo como base principal o desenvolvimento das pessoas e a criação de repertório particular, em relação a tecnologias de informação e Internet.

Quantos bibliotecários formados ou recém formados será que se inscreverão pra pleitear uma vaga deste tipo?

Encontrei também online um documento com uma breve descrição do Programa Internet Livre. Parece que o principal objetivo do programa é atender a questão de democratização de acesso à Internet, oferecendo também workshops culturais, navegação orientada e oficinas de introdução à informática e à cultura de redes. O Programa também desenvolve projetos temáticos que estimulem a reflexão sobre as novas tecnologias como o “Game_Cultura: Festival de Jogos Eletrônicos” e um simpósio “Pensar Livre: cultura e software livre“. A questão de Propriedade Intelectual também é discutida e o Programa pretende criar futuramente um repositório para promover e compartilhar suas próprias produções:

Para tanto, algumas estratégias ainda deverão ser avaliadas institucionalmente, com destaque para a implementação de uma ação efetiva de discussão das licenças alternativas de propriedade intelectual, tais como as licenças Creative Commons, a implementação de tecnologias WEB 2.0 para postagem, leitura e personalização de conteúdos na Internet (tais como ferramentas de tags e de RSS, ou ainda blogs, fotologs e comunicadores instantâneos) e a organização de um repositório indexado com conteúdos livres para consulta e releituras promovidas pelo público.

Inclusão digital, produção colaborativa, acervo de conteúdos e compartilhamento de conhecimento..

Me parece que tudo isso pode ter mais a ver com biblioteconomia do que a gente imagina..

Boa sorte a todos os candidatos.

A IFLA está organizando um livro denominado ‘Marketing para Bibliotecas e Serviços de Informação: uma perspectiva global’ a ser publicado em 2012-2, pela sua editora oficial De Deucher. A publicação fará parte da série ‘Green-Back’ de livros editados pela IFLA. Podem submeter artigos bibliotecários e profissionais da informação (praticantes, pesquisadores, acadêmicos, consultores e outros) que atuam na área de marketing e queiram contribuir com suas experiências através de artigos abordando as seguintes áreas:

1. Mudanças nos conceitos de marketing
2. Marketing para bibliotecas e serviços de informação em diferentes países
3. Marketing para bibliotecas e serviços de informação em diferentes tipos de bibliotecas
4. Educação, instrução e pesquisa
5. Marketing baseado na web

A preferência é por artigos que tenham foco em desenvolvimentos recentes no campo como: marketing de fontes online, marketing de bibliotecas digitais, marketing de bibliotecas baseados em consórcio, marketing de produtos/serviços digitais, marketing através de treinamento ou literacia da informação, marketing de serviços de bibliotecas para a comunidade global entre outros aspectos que são significativos sobre o tema que possam ser compartilhados com a comunidade bibliotecária no mundo todo.

Datas:

  • Submissão de expressão de interesse com proposta de publicação: 31 de janeiro de 2012
  • Confirmação aos autores para a contribuição: 15 de março de 2012
  • Submissão dos artigos completos: 31 de maio de 2012

Os artigos selecionados (que devem ser escritos em inglês) serão organizados em um volume pela equipe editorial que consiste de membros da seção de Gestão e Marketing da IFLA .

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Com informações do texto original, Call for Submissions: Marketing Library and Information Services: A Global Outlook.

Esses dias uma amiga me falou sobre o edital do concurso de Biblioteconomia da Companhia do Metropolitano de São Paulo – METRÔ. A notícia sobre o concurso já tinha sido repassada pelo Mundo Bibliotecário. Acredito que além do concurso para o Senado, este será o segundo concurso mais concorrido pra biblioteconomia já agora no início do ano.Importante notar que os dias das duas provas irão coincidir (11/03/2012), então o candidato vai ter que se decidir para qual concurso prestar… :)

Além da prova de Conhecimentos Básicos (Português e Inglês) também haverá a de Conhecimentos Específicos. Segue a lista de conteúdo que cairá na prova, que consta nas páginas 15 e 16 do Edital:

Biblioteconomia Planejamento e Organização de Bibliotecas e Serviços de Informação: Biblioteca Pública. Biblioteca Especializada. Centro de Informação: características e objetivos. Planejamento dos recursos humanos, materiais e financeiros. Planejamento do espaço físico. Redes e sistemas de informação. Relatórios como instrumento de planejamento e avaliação. Gestão do Conhecimento. Marketing em unidades de informação. Comunicação visual.

Formação, Desenvolvimento, Avaliação e Conservação de Coleções: Estabelecimento de políticas para o desenvolvimento de coleções: seleção, aquisição e descarte. Avaliação de coleções. Tipologia, fatores e critérios que afetam a formação e desenvolvimento dos acervos. Fontes e processos de seleção participativa. Intercâmbio entre bibliotecas. Direitos autorais. Conservação e restauração de documentos.

Serviço de Referência: Tipologia e finalidade das fontes bibliográficas. Critérios de avaliação de obras de referência em geral. Utilização de fontes de informação: enciclopédias, dicionários, ementários, bibliografias, diretórios, anais, guias bibliográficos. Planejamento e elaboração de bibliografia. Entrevista de referência: questão de referência e negociação da questão. Estudo e perfil do usuário. Técnicas de pesquisa, recuperação e disseminação da informação. Comutação bibliográfica.

Representação Descritiva: Código AACR2: princípios para a descrição, seleção e formulação de entradas principais e secundárias. Uso nos três níveis de descrição. ISBD. Catalogação cooperativa: programas nacionais e internacionais. Protocolo de comunicação Z39.50 e Formato MARC21. Controle Bibliográfico Universal. Conversão retrospectiva. Conceito do FRBR – Requisitos funcionais para registros bibliográficos.

Representação Temática: Estruturação das Linguagens Documentárias: relações hierárquicas, não-hierárquicas e de equivalência. Tipologia dasLinguagens Documentárias: sistemas de classificação bibliográfica e classificações facetadas. CDD e CDU. INDEXAÇÃO: Indexação: conceitos, características e linguagens. Descritores, cabeçalhos de assunto, vocabulário controlado e tesaurus.

Normalização: Normas da ABNT para a área de documentação.

Tecnologia da Informação: Conhecimento das técnicas de tratamento da informação com domínio das tecnologias mais avançadas. . Principais formatos de intercâmbio MARC21, Redes e sistemas de informação nacionais e internacionais. Metadados. Web 2.0. Web Semântica. Folksonomia. Bibliotecas digitais, virtuais, eletrônicas e híbridas. Manifesto IFLA sobre Internet. Serviços de Referência virtual. Hardware e Software: thin clients, servidores, software, open source x software proprietário: definições e vantagens. Planejamento e manutenção de bases de dados. Gerenciamento de documentos eletrônicos. Internet e Intranet.

Profissional Bibliotecário: O perfil profissional. Ética profissional. Competências informacionais. Legislação e Órgãos de classe.

Bom lembrar também que, no dia 11 de fevereiro de 2012 – exatamente um mês antes das provas dos concursos do Metrô e do Senado – será oferecido em São Paulo, pela FESPSP, um curso preparatório, ministrado pelo Gustavo Henn. Entre os conteúdos abordados estão: Catalogação; RDA; Classificação; Gestão; Indexação e resumos; Formação e desenvolvimento de coleções e Legislação do bibliotecário (entre outros assuntos que venham a ser trabalhados). Pra quem está pensando em prestar qualquer um dos concursos, o curso é uma boa oportunidade não só pra organizar os estudos, mas também pra se atualizar mais sobre os temas da área.

Esses dias li um livro que era uma produção caseira. Gostei do livro, de verdade. Pode ser considerado uma biografia, mas é profundamente histórico. No entanto, ficou bem evidente que o livro foi feito meio às pressas, pois talvez fosse o desejo do autor publicá-lo antes que 2011 terminasse. Ainda assim, acredito mesmo que a pressa é inimiga da perfeição e todo o registro ou publicação, por mais simples ou caseiro que seja, tem de ser minimamente bem feito. Às vezes o modo que um livro está organizado pode influenciar na forma que as pessoas vão ter acesso à informação que está contida nos textos.

“Sim Dora, mas às vezes não é pressa, é improviso”. É claro que entendo que, para alguns autores, o propósito é que seja tosco e mal-feito mesmo se formos pensar por exemplo, nas produções/gravações feitas por bandas tradicionais de black metal (Burzum, Darkthrone, etc.), em que os fãs do gênero consideram “as melhores” gravações as mais toscamente mal-feitas. Ok, talvez esse tenha sido um exemplo meio ruim, pois não me aventuro a pisar nesse terreno de comparar obras de arte (que são livres, abertas à interpretações, etc.) com um suporte como o livro. Talvez seja um pouco mais adequado fazer a comparação com zines, por exemplo.

Zines são publicações periódicas que eram bastante populares pelos idos dos anos 90 e antes disso também. Os editores custeavam as publicações do próprio bolso pelo simples prazer de compartilhar e divulgar: bandas, artistas, quadrinhistas, desenhistas, HQs, etc. Às vezes faziam resenhas de discos, livros, etc. Sempre tem um apocalíptico pra dizer que “a Internet matou os zines e matou os correios”, mas eu acredito que as coisas simplesmente se transformaram e mudaram de suporte: do papel (que custava 1,50 ou 3 pra envio, com selos, etc.) para o digital (que não custa nada, pra ninguém). E até hoje não conheci um zineiro que quis lucrar com zines – este nunca me pareceu ser o propósito de sua criação, em primeiro lugar. Eu ainda adoro zines, mas faz tempo que não leio nenhum, infelizmente. E sou saudosa do tempo que os recebia pelo correio. Talvez eu deva começar a buscar mais por eles este ano.

Embora os zines sejam reconhecidamente publicações informativas (e também artísticas) e feitos sempre com amor (ou seja, pouquíssimos recursos), pessoalmente nunca encontrei um que fosse mal-feito ou difícil de ler, complicado de entender. É.. Me parece ser bem mais fácil comparar um periódico caseiro com um livro caseiro. Os zines podem ser feitos no improviso e ainda assim, serem compreendidos e até mesmo celebrados por toda uma comunidade. Acredito que nem sempre o improviso – e arrisco dizer, até mesmo a pressa – possa ter ligação com má qualidade. Às vezes, sim, mas isso não é uma regra. E alguns zines que já tive a oportunidade de ler considerei como verdadeiras obras de arte mesmo.. Era algo que me fazia ter vontade de colecionar.

Mas peguei esse exemplo apenas pra ilustrar: não acho que a pressa nem o improviso justifiquem que um livro, mesmo caseiro, seja mal organizado. O que mais dói o coração é que o conteúdo do livro que li é mesmo incrível… Mas não havia nem mesmo um sumário, nada, então pra mim, lê-lo foi uma experiência completamente desestimulante. Me senti perdida várias vezes. Em um livro que abordava muito aspectos históricos, não havia ordem cronológica alguma. Entendo que talvez pro autor isso não importe, mas confesso que é complicado ler um texto que vai e volta do passado pro presente e pro passado de novo, etc. Acho que uma boa revisão e melhor estruturação mesmo do conteúdo bastaria.

Estou bem certa que a raison d’être deste livro não era artística, mas histórica, de registro e informativa mesmo. A crítica que compreendo quando da leitura, não é por questão de eu fazer uma exigência de uma normalização rígida, de ter ficha catalógrafica, catalogação na fonte, nem nada disso… Mas a de simplesmente querer uma leitura que seja minimamente prazerosa e fluente, de preferência. Eu quero querer ler o livro e eu realmente queria poder ter gostado mais dele. Não quero me contentar com o conteúdo, apenas. Conteúdo por conteúdo eu poderia trocar muito facilmente aquele livro por outro mais interessante que estivesse lendo na mesma época.

No final do livro o autor declara então que sua intenção “nunca foi a de escrever um livro” e acho que essa frase por si só explica muita coisa. Foi aí que comecei a pensar na relação entre o pretensioso e o mal-feito. “Nunca tive a pretensão de escrever um livro”, mas veja só: você escreveu. E ele é real e existe (mesmo que seja num Kindle, meu amigo). E outras pessoas irão lê-lo e farão comentários sobre ele. Isso me lembra dos comentários pejorativos sobre alguns filmes cult que gosto: “esse filme é um lixo pretensioso”. Sim, concordo que é uma escolha difícil. O que você costuma escolher: o lixo pretensioso, bonitinho mas ordinário ou o conteúdo interessante, mas mal organizado e mal-feito? Ou pior ainda: o meio termo? O lugar comum?

A diferença é que com o lixo pretensioso, a primeira impressão é a que fica (“que filme incrível!”), apesar de, talvez meses depois, chegarmos à essa conclusão: “é, era de fato um lixo pretensioso”. Mas até chegarmos aí, o produto já foi consumido e demoramos, mas captamos a mensagem (ou a total ausência dela, enfim). Ou seja, nos foi permitido, em algum nível, ter acesso ao que foi feito. Com o conteúdo interessante mas mal-feito, o desinteresse ocorre antes que a gente tenha empatia pelo produto e às vezes a mensagem nem mesmo se completa – ou se completa pela metade. Ou seja, o acesso à informação (à cultura, ao entretenimento, etc.) fica severamente comprometido e não nos é permitido nem mesmo uma crítica ou qualquer tipo de pensamento ou discussão à posteriori… Porque simplesmente nos desinteressamos antes de qualquer coisa.

O que será há mesmo de tão pejorativo em ser pretensioso? Porque admite-se cada vez menos “eu fiz isso e achei bom ter feito, gostei do que fiz”? Qual é o problema, aparentemente inaceitável, em receber críticas? Livrar-se da responsabilidade por ter criado/escrito/pintado/tocado algo dizendo que “não foi sua intenção” não impede que as pessoas te critiquem e achem o que você fez ruim assim mesmo. Ou seja: não há como vencer. “Fulano é tão pretensioso!”. Antes um pretensioso que seja ruim, do que um tipo fino de covardia disfarçado de ‘humildade’ (ou até mesmo de ‘revolta’), que na verdade, não passa mesmo é da boa e velha bundamolice. Dica: se você irá fazer uma produção, registro, o que for, mesmo que seja caseiro, aposte em ser pretensioso.

Algo me diz que ser pretensioso vale mais a pena do que não ser coisa alguma.

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